domingo, 11 de agosto de 2013

"JÁ NÃO CONSIGO VERGAR A MOLA"

Quem sou eu, não sei!...
 De onde venho, nem para onde vou
 O paraíso, não o encontrei
Porque o inferno não deixou...

Quem és tu, de onde vens e para onde vais
Sou aquele que já nada tem na sacola
Venho de São Bento, fugido à polícia, é de mais
Sou velho, Já não consigo vergar a mola
Depois de tantos cortes nas pensões
Vou a caminho de Belém pedir esmola...

O dito por não dito
Para camuflar a verdade
Povo pacífico 
Político vive à vontade.

Faz o que bem entender
Não gosta de ser incomodado
Não se importa com quem sofrer
Político só pensa no ordenado.

Na poltrona bem acomodado
Com mais nada se preocupa
Quando de algo é acusado
Sempre diz de nada ter culpa!
(Eduardo Maria Nunes)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

"CANCEROSA DOENÇA DA NAÇÃO"

Mais um político português!
Do cargo que desempenhava, pediu a demissão 
Por causa de negócios envenenados, talvez
 Na política queixando-se, do lado da podridão

Muitas delas apodrecidas
Cancerosa doença da nação
Como tesouros escondidas
Quantos mais estarão?

Falam de avantajadas remessas
Com as mãos cheias de mentiras
Vendedores de amarulentas promessas
Gente bem falante nas entrevistas.

Tiram da travessa para o prato
Até ela ficar vazia
Vão de novo enchê-la  ao tacho
Enchem o bandulho em demasia.

Seus rendimentos encapuzados
Deles vivem desafogadamente
Apregoando constantemente
Iludindo os menos acautelados!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

"HAMBÚRGUER-PROVETA"

Pronunciada no Alentejo
A palavra tal tá a punheta
De carne não cortada com o cotélo
Por que não foi criada pela a natureza
Em Londres cozinhado e comido
O primeiro hambúrguer-proveta 
Células retiradas da vaca sem ter metido
Produzido pela ciência perfeita
Tanta coisa no mundo tem acontecido
No laboratório nascem bezerros
Sem o boi ter metido o coiso na greta!