sábado, 28 de dezembro de 2013

"SEMENTE ENVENENADA"

Pode ser igual não mais ruim!
Ano novo vem com vontade
Está quase a chegar ao fim
Ano velho de austeridade.

Digo adeus ao velho ano,
E bom dia ao ano novo
Fora daqui com o tirano
Porque é inimigo do povo.

Portugal, país do mundo,
De fazer melhor é capaz
Só o medonho infortúnio
Não nos deixa viver em paz.

São os frutos dos enganos,
Que envenenam muita gente
Vai ficar por mais quinze anos
 Essa envenenada semente!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

"O DOUTOR FALHADO"

O Doutor Trocado.
Continua apregoador
Não dá canta do recado
Grande atrapalhador.

Na faculdade foi licenciado.
Agora não lhe reconhece valor
Coitado do doutor falhado
Sofre de crónica dor.

Neste aparato constituído.
Desestabilizador da orgânica
Mal empregado desperdício
Político esconde coisa estranha!

sábado, 14 de dezembro de 2013

"PINTA NEGRA"

Caiu dentro da valeta!
 Bebeu vinho Mateus rosé
Da Quinta da Pinta Negra
Sabem porquê?
Lá do Concelho de Odemira
Vinha tão apressado
É alentejano, não admira
Porque chegou atrasado...

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

"SEM CRAVOS NA LAPELA"

Do Concelho de Odemira!
Sou sincero não engano
Escrevo assim não admira
Porque sou alentejano.

Já corri seca e méca
Das Fornalhas a Lisboa
Passei pela Marateca
Sem azeite comi acorda.

Aconteceu, não é mentira
Foi em tempos de outrora
Porque mais miséria havia
Do que aquela que há agora!

Todavia, é preciso ter cautela
Para a esse tempo não regressar
Na política há tanta mazela
Tarde ou nunca irão sarar!

Só com outro 25 de Abril
Sem cravos na lapela
Porque até agora só gente vil
Tem direito a comer da gamela!
(Eduardo Maria Nunes)

sábado, 7 de dezembro de 2013

POR CAMINHOS DO ALTO ALENTEJO"

Por caminhos sem fim!...
Desde a Ponte Marechal Carmona!
sobre o Rio Tejo, em Vila Franca de Xira
pela Estrada Nacional 10, direcção Porto Alto,
Algumas das localidades por onde passei
em viagens de trabalho, no Alto Alentejo
Passando por Terrugem e Vila Boim.

Porto Alto e S. Gabriel
Taitadas e vendas Novas
Montemor-o-Novo
Évora e São Mansos
 Monte do Trigo e Portel
 Alqueva e Montoito
Alter do Chão e Montargil
Ponde de Sôr e Galveias
Castelo de Vide
 Alpalhão e Gáfete
Crato e  Cabeço de Vide
Portalegre e Alegrete
 Arronches e Barragem do caia
Campo Maior e Degolados
Monforte e Santa Eulália
Sousel, Cano e Casa  Branca
Veiros, Mora e Pavia
Arraiolos e Vimieiro
 Avis, Fronteira e Nisa.
Évoramonte e Redondo
Estremoz,  Borba e Vila Viçosa
Alandroal e Jeromenha
Elvas e Vila Fernando!
(Eduardo Maria Nunes)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

"VIAGEM AO BAIXO ALENTEJO"

Fui a Messejana!
No Baixo Alentejo
Pela ponte Vasco sa Gama
Passei o Rio Tejo.

Fui à feira de Castro
Passei por Ourique
Vi o Anastácio
Abraçado à Judite.

De Almodôvar
Caminhei para Mertola
Para a cidade de Andovar
Se mandou a Roberta.

De Garvão
Fui para a Funcheira
 Estava um calorão
  Foi no tempo da ceifa.

De Santa Luzia
Para o Vale de Santiago
À sombra dum chaparro
Descansava a Maria.

Das Fornalhas Velhas
Segui para Alvalade Sado
Vi um rebanho de ovelhas
A pastarem lá no prado.

De Grândola
 Para Alcácer do Sal
Vi na monda
As moças no arrozal.

Na Marateca
Parei para almoçar
De vinho bebi uma caneca
Continuem a caminhar.

De Águas de Moura
Segui para Setúbal
Nas mãos duma garota
Vi um lenço azul.

Do Laranjeiro
Fui para Cacilhas
Estava o pasteleiro
A enfeitar rosquilhas.

Para o Terreiro do Paço
Viajei num cacilheiro
Transportava num saco
Papo-secos o padeiro.

Subi a Avenida da Liberdade
Cheguei ao Marquês de Pombal
Para mais austeridade
Está a Tróika em Portugal
Irra! tanta vontade
Têm de nos fazer mal!
(Eduardo Maria Nunes)

domingo, 1 de dezembro de 2013

(DIZ O AVARO)

Levando um velho avarento
Uma pedrada num olho,
Pôs-se-lhe no mesmo instante
Tamanho como um repolho.

Certo doutor, não das dúzias
Mas sim médico perfeito,
Dez moedas lhe pediu
Para o livrar do defeito.

«Dez moedas!  (diz o avaro)
Meu sangue não desperdiço:
Dez moedas por um olho!
O outro dou eu por isso!

Se o Bocage ainda vivesse
O que diria ele de tanta roubalheira
Gritaria para que alguém o ouvisse
Sem dizer nenhuma asneira!

No lago com a tartaruga
Respondeu, não hesitou
Quando a Rainha lhe perguntou!
O que o ele estava a fazer, nada puta!