segunda-feira, 25 de abril de 2016

"VERDE NASCE, VERDE CRESCE"

De dor se padece!
Com a foice ceifado
na idade adulta alourado
verde nasce, verde cresce
o trigo na terra semeado.

Uma noite ouvi barulhar,
 fiquei em silêncio cheio de medo
lá no Alentejo um grilo a devorar
as verdes folhas do trevo

O vento neles a soprar,
fazia abanar os arbustos
foi nas noites de luar,
que apanhei grandes sustos.

Quando eu ficava quedo,
porque ela também ficava
da minha sombra tinha medo
de noite quando para ela olhava.

A correr sem olhar para trás,
ó! Pernas para que as quero,
na minha vida era um desassossego
o cagúfe não me deixava em paz!
(Edumanes)

12 comentários:

  1. Criativa a sua poesia. Quando se está com medo se corre mais do que se pode.Abraços.

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  2. Por esta é que eu não esperava. Um homem que esteve na guerra, tinha medo da sombra?
    Abraço e uma boa semana

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    1. Esqueci-me de dizer, que isso foi antes de eu ter ido para a guerra. Lá eu tinha era medo das balas do inimigo. Ou de colocar os pés em cima de alguma mina escondida, que me fizesse voar sem asas ter!

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  3. Que assustadiço, Eduardo!...:-) Mas sei que é mais
    força de expressão poética do que outra coisa.
    Lá na guerra colonial é que deveria ser mesmo de
    assustar, e só quem passa por elas é que sabe.
    xx

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  4. Acredito que esta poesia me é dedicada, pois te pedi que fosses mais cómico e menos romântico e aqui está o resultado.
    Gostei! Muito!

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    1. Lá por gostares mais do cómico,
      não porás de lado o romantismo
      por não ser preciso não aposto
      de que gostas dum bom petisco!

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  5. Boa tarde e boa semana, linda poesia com um grilo assustador.
    AG

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  6. Com medo da sombra e ao mesmo tempo a sonhar ser um artilheiro em Moçambique, que grande guerrilheiro me saíste, dos corvos fritos ao lanche!
    Toma lá um abraço, capitão de abril.

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    1. Sou a favor de Abril, porque sou contra a ditadura!

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  7. A nossa inspiradora terra!
    Gostei muito.

    Beijo

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  8. De Abril também eu gosto, mas está quase a acabar, faltam só dois dias!

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  9. É de coragem, confessar que se tem medo.

    Abraço, amigo Eduardo

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