segunda-feira, 26 de junho de 2017

"O SABE TUDO"

Sem tirar nem pôr,
lá está ele bramindo
o bombeiro salvador
depois do fogo extinto!

Há mentiras a pairar,
muitas verdades por dizer
gente sem saber do que falar
enquanto o pais estava a arder!
  
Do que fizeram jamais esquecidos,
injectam mais veneno do que o lacrau
das desgraças se aproveitam os políticos
para na vida subirem mais um degrau!

Chorando lágrimas de crocodilo,
as quais lhe correm pela testa acima
fazendo-se de santinho o mais fingido
já sabia que ele vergonha não tinha!

 Este pais quer governar,
 com sete pedras na mão
para impedir o bem estar
da mais pobre população!
(Edumanes)

sexta-feira, 23 de junho de 2017

"ESSA FLOR"

Algo se passa acredito,
sem vontade de escrever
as verdades sempre digo
mentiras não sei dizer!

No outro mundo nada vi,
nem no rosto senti o vento
ainda vou andando por aqui
fui e voltei no pensamento!

Junto à vereda encontrei,
foi no campo que essa flor
para a salvar do intenso calor
em apanhá-la não hesitei!
(Edumanes)

quinta-feira, 15 de junho de 2017

"OLHANDO PARA ELA"

Vejo as plantas florir,
sinto felicidade no coração
para quem a quiser ouvir
vou cantar uma canção!

Antes de ter acordado,
foi num sonho de aventura
por na letra me ter enganado
 desde já vos peço desculpa!

 A voz, antes, vou afinar,
para que a não oiçam rouca 
cantava se eu soubesse cantar
a canção da pouca roupa!

Não sendo de admirar,
quem no corpo sente calor
 bem na vida sabendo amar
nunca se separa do amor!
(Edumanes)

terça-feira, 13 de junho de 2017

"SEMEADOR"

Brados mudos ao céu,
cuja a voz o vento levou
condenado inocente réu
 a defesa não protestou!

Perdeu um viciado jogador,
a sua fortuna no jogo da bisca
habitante será sempre perdedor
na casa onde a sorte não habita!

 Pelo homem foi inventado, mas gera,
desemprego, o revolucionário semeador
deitando as sementes na terra,
 alivia o forço do, camponês, agricultor.

  Porquanto, mais bela seria a vida,
escritos num poema versos de amor
se no mundo a moderna tecnologia
não tirasse o pão ao trabalhador!
(Edumanes)

segunda-feira, 12 de junho de 2017

"SÃO VERDADEIROS"

Um campo de girassóis,
tamanho dum recinto de futsal
outrora uma cama e dois lençóis
 nem todos tinham em Portugal!

Nem num catre ferrugento,
tinham uma enxerga de palha
colocada em cima do cimento
ainda, hoje, há gente que ralha!

Com tantas modernices,
para melhor a vida gozar
por causa das aldrabices
têm de se saber utilizar!

Tem GPS no automóvel,
para nos levar ao sítio certo
tem internet no telemóvel
só não nos livra do inferno!
(Edumanes)

domingo, 11 de junho de 2017

"TARRO"

Bebi água no barranco,
vi numa manhã de geada
no chão um manto branco
lavrei a terra não lavrada!

Sem almoço no redondo,
 comia açorda num tarro,
 de cortiça na mão segurando
bebi água por um cocharro!

Barriga meio vazia,
era a ceia do pobre
à noite papas comia
num tacho de cobre!

Usei pelica e safões,
calcei botas de cabedal
fui para a guerra colonial
lutar contra os canhões!

De lá, sem tombar, me safei,
a sós com os meus botões falando
com saudades dos mergulhos que lá dei
continuo no Lago Niassa pensando!
(Edumanes)

quinta-feira, 8 de junho de 2017

"A PRETO E BRANCO"


 Alentejo de outrora,
foi assim que o conheci
como o monte onde nasci
estará diferente agora?

De quando de lá abalei,
sempre para todo o lado
ela, me tem acompanhado
 a tristeza que comigo levei!

terça-feira, 6 de junho de 2017

"INDO EMBORA"

Não faz mais sentido,
viver sem o teu amor
à procura duma flor
no mundo ando perdido!

Vivo triste sem vontade, 
de sorrir como sorria outrora
durmo e acordo com a saudade
pensando em ti a toda a hora!

Não sei onde te encontrar,
nem porque estás indo embora
quando quiseres podes voltar
aberta encontrarás a porta!

Só tu e mais ninguém,
poderá tomar essa decisão
se for, essa, também
a vontade do teu coração!
(Edumanes)

"NAS NUVENS"

Ainda não apareceu,
nas nuvens até agora
a moça foi embora,
o poema desapareceu!

Peço imensa desculpa,
a quem o tinha comentado
enganei-me, porventura,
cliquei no sítio errado!
(Edumanes)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

"JUNHO É O MÊS DELAS"

Fugindo do vento,
levei uma lufada no rosto
estrelas fiquei vendo
depois do sol posto!

Não pensem que estou mentindo,
nem se quer uma nuvem se via no céu
gotas de água caindo em cima do chapéu
até parece que ainda as estou sentindo!

Não só uma, mais de duas,
jamais na vida me esquecerei
para saber se estavam maduras
na árvore bem eu as apalpei!

Tenho saudades delas,
não é o que estão imaginando
daquelas ameixas amarelas
a verdade estou falando!
(Edumanes)

domingo, 4 de junho de 2017

"BOM DOMINGO COM A ROSA"

Ainda hoje a navegar,
não vi nenhum barco no rio
para este espaço não ficar vazio
esta rosa aqui vos vou deixar!

Passa os dias à janela,
sempre bela assim a vejo
quando passo na rua dela
não é branca, não é loira
é flor mas não do poejo
tem pétalas não guedelha
não é morena, não é roxa
é uma rosa vermelha!
(Edumanes)

sábado, 3 de junho de 2017

"O POUPAS"

O poupas em fogo vivo!
deita labaredas pela boca
por elas será consumido.

Será por vingança,
ou não bate bem da bola
aquele grande gabarola,
sarilhos, ele, arranja.

Na cabeça dum falhado,
onde o cabelo mais cresce
se é parecido com o Diabo
 com Deus não se parece.

Até pensa ser esperto,
tem ronha na trombeta
quererá ele o planeta
transformar num inferno?
(Edumanes)

sexta-feira, 2 de junho de 2017

"ZAROLHO"

Com um olho na sobremesa,
se eu fosse zarolho não via na tigela
colocada em cima da mesa
a sericaia dentro dela!

Ninguém se poderá queixar,
do que lhe causa agradável sensação
 sem falhas depois do jantar
não haverá direito a reclamação.

Por já não ser como antes era,
às vezes dói-me que se farta
mas lá por me doer uma costela
não pensem que dou parte fraca.

Não sou nenhum herói,
nada estou a inventar
quem armas constrói
com elas se pode matar!
(Edumanes)

quinta-feira, 1 de junho de 2017

"SE BEIJANDO"

Mesmo tendo esperança,
jamais poderei recuperar
aquele tempo de criança!

Como antes na praia subia a maré,
recuperá-las todas, eu, pretendo,
descalço dei um pontapé no vento,
lá se foram as unhas dos dedos do pé!

Se antes, disso, as tivesse cortado,
não tinha acontecido o que aconteceu
 mas, para isso devia ter tido cuidado
 agora a mim, mesmo, me queixo eu!

Contra as rochas se esfrangalhavam,
as mais assustadoras eram as tontas
se beijando na areia desmaiavam
 quando eu olhava para outras ondas!
(Edumanes)