segunda-feira, 17 de março de 2014

"CONTRA AS INJUSTIÇAS LUTANDO!

Com orgulho e teimosia!
Estão o povo empobrecendo
Senão visse não acreditaria
O que está acontecendo!

Protestando contra a fome,
Contra as injustiças lutando
Revolta-te contra a má sorte
Para não viveres penando!

Arrogantes sem consciência,
 Em sentido contrário remendo
Não se resolve com truculência
Para suportar as dores gritando
O único remédio, é a paciência!

Alcançar o que tanto se deseja,
Só com inteligência se conseguirá
Não cai do céu dentro da bandeja
Com esperança esse dia chegará!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 14 de março de 2014

"SEM FIM À VISTA"

Se inteligência não há!...
Porque haverá tanta cobiça
 O consenso por onde andará 
O que será feito da justiça!

Do futuro que o espera...
Silencioso, triste, o passarinho
Sopra o vento de mansinho
A caminho vem primavera.

Tudo piora, sem fim à vista,
Na esperança algo se perdeu
A guitarra nas mãos do guitarrista
Chora mas o fado não morreu!

Com esperança toda a gente sonha,
Por todo o lado anda sem morada certa
Deveria alegre ser, mas não é risonha
Viver neste país, a vida é incerta!
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 12 de março de 2014

"OS CANÁRIOS PASSARINHOS"


Portugal,  está muito doente!
Diagnosticado cancro maligno
 Contra a medicina inteligente,
Sem cura, continua mendigo.

Três anos de consultas amiúde.
Vê-lo nesse estado de deleite
Até parece que esbanja saúde
Não liga, nem a este nem aquele
 Desvairado de loucura mediocre.

Quando feitas ao contrário,
Das muitas cometidas asneiras
Sem controle peças imperfeitas
 Saem das fábricas de vestuário.

Os canários...passarinhos...
Cantando bem à sua maneira
Nos verdes ramos da oliveira
Vão pousar os estorninhos!
(Eduardo Maria Nunes)

terça-feira, 11 de março de 2014

"LEGITIMIDADE"

Para do poder o afastar!
Só o povo tem legitimidade
Já chega de tanto pensar
Está na hora da verdade!

Precisamos de gente honesta,
Para este pais bem governar
Não sei o que é que o povo espera
 Para contra essa peste se revoltar.

Foi sim eleito para governar, Portugal,
Isso todos nós já sabemos
Mas ser o dono, como se julga afinal
Mais desgraças, não consentiremos!

Para o bem não se esperam novidades.
Julga-se de todos ser o mais esperto
Assinado por setenta personalidades
 Depressa falou contra o manifesto!
(Eduardo Maria Nunes)

sábado, 8 de março de 2014

" 8 DE MARÇO, DIA DA MULHER"

Hoje, dia oito de Março,
O dia da mulher se comemora
Envio para todas um abraço
Como era a imagem mostra!

Porque a saudade chora...
Por ainda e já muito ter sofrido
Como nos tempos doutrora
Ao calor do sol ceifando o trigo.

Trabalhando de corpo curvado,
Com o rosto quase tocando a seara
Muito esforço, trabalho mal pago
Cujo latifundiário explorava!
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 5 de março de 2014

"GOTA DE ÁGUA"

A lágrima triste
Que por ti surgiu
Mal que tu a viste,
Quase se não viu...

Como quem desiste,
Logo se deliu...
E, mal lhe sorriste,
Logo te sorriu!

Já não era a dor,
O sinal aflito
Duma funda mágoa;
Era o infinito,
-O infinito amor,
Numa gota de água...
(Augusto Gil)

Eduardo disse;
Assim está esta Nação...
Função pública condenada
Nos trouxe a destruição
A Tróika indesejada!

No, Outono, fim do Verão!...
Seca cai no chão a folha da árvore
Pensa ter, mas não tem razão
Quem governar não sabe...

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

"VINAGRE AZEDO E SAL SALGADO"

Na aldeia onde fui criado,
não na aldeia onde nasci
no Monte do Pego do Alto
numa tarde, cair neve vi.

Também vivia a Ti Palmira,
no Monte do Pego do Alto
o Ti Lucas, na Ribeira de cima,
tinha na taberna e mercearia
vinagre azedo, e sal salgado.

A Ti Palmira, quando lá ia,
para comprar vinagre ou sal
ao Ti Lucas, dizia bom dia,
tenho sal mas é do salgado
e também vinagre do azedo
era assim que ele respondia,
a Ti Palmira, desses não quero!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

"PACHORRA"

A caminhar para a desgraça!
Continua Portugal condenado
Por que não tem nenhuma graça
Por isso nada tem de engraçado.

Vendem ilusões a qualquer preço,
Cantam vitória sem a terem alcançado
"Aqueles filho dum cabresto
Duma égua e dum cavalo cansado"

Com pão duro, coentros e azeite se faz a açorda,
Com pão quente, açúcar e azeite se faz a tiborna
Sem emprego, sem dinheiro, por causa da mão marota
 Que entra nos bolsos dos contribuintes a toda hora.

Sem tiborna e sem açorda.
Fica o povo se continuar dormindo
Para com quem nos está destruindo
É preciso, mesmo, ter muita pachorra!
(Eduardo Maria Nunes)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

"A SOMBRA DE UM CHAPARRO"

Na imaginação o poeta.
Foi à Ilha da Lindalva
Lá encontrou a Sereia
De biquíni, na areia deitada
 Bronzeada, sempre bela!

As saudades são tantas!
Da sombra do chaparro
O rimador das ondas
Ainda está recordado
De ter bebido água fresca
Da fonte por um cocharro
 Caiu-lhe uma lande, em cima da tola
Fez-lhe um grande galo na mioleira
O maroto canta a qualquer hora
Faz tamanha a barulheira
O magano não tem cuidado
Agita as galinhas na capoeira!

Resolveu ir dar uma passeata,
A caminhar por uma vereda
Encontrou uma linda gaiata
De olhos castanhos, morena!

Sorriu para ela, ela não correspondeu
Desapareceu de repente
Não sabe onde a magana se escondeu.

O rimador das ondas, desmaiadas na areia...
Sobre o azul do céu, ímpeto calor do sol de verão
Escreveu com carinho esta rima dedicada à Sereia
Com um sorriso nos lábios, papel e caneta na mão!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

"EM DIA DE TEMPESTADE"

Um louco em São Bento!
Na assembleia, agita o debate
Entra a mentira no parlamento
Fecham portas à verdade.

Abusiva política em liberdade,
Na pocilga prendem os porcos
Para comer não têm carne
Os cães roem os ossos.

O mundo não está seguro,
Nem com uns, nem com outros
Portugal e o/ou sem futuro
Governado por loucos!