segunda-feira, 27 de junho de 2016

"NAS PÉTALAS DESSA ROSA"

Escrevia, se eu fosse poeta!
 A palavra amor nas pétalas dessa rosa
toda a noite, se a porta estivesse aberta
a saudade, não tinha ficado lá fora?

 Se livrou de cair dentro dum buraco,
com tantos e grandes que os há em Portugal
se tivesse sido no inverno, tinha congelado
como foi no verão se livrou do temporal.

Há buracos na economia,
mais buracos nas exportações
de buracos tem sido uma razia 
dos cofres sacaram milhões.

Há buracos ao fundo da Rua de São Bento,
tentam tapar os buracos do Largo do Rato
tantos são os trabalhadores do parlamento
sentados à mesa comendo de faca e garfo!

Quando chega a hora do diálogo,
o que mais fazem é tamanha a gritaria
por não se entenderem com o catálogo
o povo é que fica sem a demasia...
(Edumanes)

domingo, 26 de junho de 2016

"DESACELERAR"

Sem desperdício,
com pouco me contento
 porque, também, acredito
no positivo pensamento!
Estou pedindo a Deus,
para desacelerar o tempo
para que eu com tempo
tenha mais tempo
para continuar
com tempo a olhar
na luz dos olhos teus!
Enquanto alumia
os olhos meus
de noite e de dia
eu peço a Deus...
Tenho esperança,
não tenho pressa
enquanto se descansa
no quarto entra o perfume
das flores pela janela,
  sem qualquer queixume
deitados numa boa cama
gozando a vida bela!
(Edumanes)

sábado, 25 de junho de 2016

"MAIS DO QUE UMA VEZ"

Passei naquela picada, 
mais do que uma vez
quando enganado acreditava
de que Moçambique era português.

Quando sentia mais fome,
em dias de ração de combate
 meses estive lá vinte o nove
sai de lá num dia à tarde!

Entre Nova Coimbra e  Metangula,
onde a morte era, permanente, ameaça
disse adeus, até quando não sei, Lago Niassa
com sorte me libertei da escaramuça!
(Edumanes)

quinta-feira, 23 de junho de 2016

"ÁGUA TURVA NO RIO TEJO"

Não sendo aquele lodo uma ameaça,
como a fome já ameaçou no Alentejo
imaginando estar à beira do Lago Niassa
 olhando para a água turva no Rio Tejo.

Utilizada num vai e vem diariamente,
lá está a passagem para a outra banda
para lá do lodo um pouco mais à frente
estamos vendo a ponte Vasco da Gama!
(Edumanes)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

"UM ALENTEJANO, EM TRÁS-OS-MONTES"

Aqui está o testemunho, 
não foi visto por um canudo
 pelos caminhos de Portugal
fui conhecer outros horizontes
junto à Estátua de Carvalho Araújo
de como estive de Trás-os-Montes
naquela linda cidade de Vila Real
nos dias 18 e 19 de Junho!

Para lá fui por Viseu,
voltei pelo Túnel do Marão
sem terem surgido entraves
ao lado do Estádio do Dragão
 desiludido com a nossa selecção
 porque só consegue empates
não vai à final penso eu?

Quanto ao convívio,
erros não tenho para apontar
de nada, mesmo, fiquei desiludido
com saudável companheirismo
foi um dia muito bem vivido
para com saudades recordar!
(Edumanes)

sexta-feira, 17 de junho de 2016

"POR VISEU, OU PELO MARÃO"

A caminho de Vila Real,
a conduzir não se bebe vinho
amanhã, de manhã cedinho
pelos caminhos de Portugal,
desejo com alegria sem fim
para os alegres viajantes
boa viagem para mim
e para os restantes!
(Edumanes)

quinta-feira, 16 de junho de 2016

"VERGA A MOLA"

Como dantes não atraindo,
o interesse está perdendo
a sua morte estou pressentindo
a blogosfera está morrendo!

Quando fores ao Alentejo,
cheia de bolotas traz uma sacola
não a deixa ao passar o Rio Tejo,
cair dentro duma Piroga!

Se fores ao Alentejo, verga a mola,
se tiveres sede bebe água por um cocharro
da fonte, à sombra dum chaparro
se tiveres calor dorme folga.

Alentejo, terra de gente labutadora,
 dos marmelos sabe fazer marmelada
 no jardim, poda a roseira com a tesoura
 sem ferir as pétalas da rosa desabrochada.

Por causa do vento  gelado,
no inverno cuidando das ovelhas,
na cabeça coloca a boina d'orelhas
o pastor encostado ao cajado!
(Edumanes)

quarta-feira, 15 de junho de 2016

"POBRE ESTUPIDEZ"

A história que eu, aqui, vou contar,
é verídica, não foi por mim inventada,
uma pessoa de minha família veio da aldeia
a Lisboa, me visitar na casa onde eu morava.
O dito meu familiar me convidou,
para ir com ele aos Olivais, um amigo dele visitar.
Com ele fui eu e o meu, falecido, sogro,
quando lá chegamos só estava a irmã do amigo do meu familiar,
esperamos que ele chegasse, quando chegou, as visitas desprezou
antes de perguntar à sua irmã! Já fizeste o jantar, traz lá o almoço,
junto à mesa numa cadeira se sentou, e toca a enfardar!
Não quis saber das visitas, o mal dele seria a fome
 se tinha razão, a razão não justifica a estupidez
 pelo facto de ser pobre
não impede de ser bem educado, cidadão português!
(Edumanes)

terça-feira, 14 de junho de 2016

"MALDADE CEGA"

O pouco que sobrou,
de quase nada
a piratagem se apropriou
do ouro e da prata.

O pobre sem cobre,
ficou com a lata velha
 atafulhada de miséria
 no mundo da fome.

O terror não amainou,
em seu redor tudo devora
 a paz em lá chegar demora
 onde a guerra se instalou.

A maldade nasceu cega,
dos dois olhos para nada ver
ódio no mundo arremessa
com o amor não sabe viver.

  Desfavorável à pobreza,
 a guerra nunca mais acaba
porque favorece a riqueza
no mundo desenfreada!
(Edumanes)

segunda-feira, 13 de junho de 2016

"ATÉ À NOITINHA"

Um dia de manhãzinha,
para me livrar do calor
fui beber água à fonte
de manhã pela fresquinha
encontrei lá no monte
 Margarida, linda flor!

Sentados numa pedrinha,
nos olhos um do outro olhando
apreciando as flores no campo
lá ficamos até à noitinha.

Naquela noite lá no monte,
tenha sido ou não com razão
não nos livramos dum sermão
quando voltamos da fonte.

Tolice a gente não fez,
Margarida, moça bela
ainda mantinha os três,
por respeito à tradição
nem num só cabelo dela
me deixou pôr a mão!
(Edumanes)