terça-feira, 28 de outubro de 2014

"TOJO"

(Imagem Google
Lá no campo vi, é verdade!
quando ainda, eu, era catraio
uma lebre em excesso de velocidade
 a correr à frente dum cão galgo.

A olhar fiquei embasbacado,
o cão galgo não a agarrou
no caminho um chaparro
da lebre não se desviou.

 Não tem graça, contado, só visto,
bateu com a cabeça no tronco, coitada
sim, mais saboroso teria sido o petisco
se na panela tivesse sido cozinhada!

Ainda pensei nisso,
apanhá-la, qual carapuça
continuei a ouvir o ruído
daquela corrida confusa.

 Um monte de tojo estava perto,
de imediato para cima dele saltei
debaixo a correr um coelho esperto,
de lá saiu, a olhar para ele fiquei!

  Sem lebre e sem petisco,
 muito no tempo se transformou
 nos regatos muita água, tem corrido
 só o espertalhão o vento não levou!
(Eduardo Maria Nunes)

8 comentários:

  1. Poesia linda,como sempre!Tua inspiração, grande! Abração, obrigadão e já está lá no lugar! chica

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  2. Que história essa, Eduardo!...Uma lebre a alta velocidade que choca com um chaparro, um coelho escondido no tojo, e um gaiato a observar todas estas peripécias traduzidas em poesia...:-)
    Muito bom! E é verdade, o vento geralmente não leva o que dia levar.
    xx

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  3. E o galgo? Que foi que lhe aconteceu? Foi atrás do coelho?
    Adivinho que esta história ainda vai ter continuação.

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  4. A lebre, o cão galgo e o coelho, não foram nenhum sonho, não foi invenção nem imaginação minha. Aconteceu mesmo, não no mesmo dia, eu vi!

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  5. O dia estava enevuado,
    o tempo estava assim brando,
    andava o Eduardo lavrando,
    e viu uma lebre deitada,
    foi chamar o caçador,
    mas não lhe servio de nada,
    É que quando voltou com o caçador a Lebre já tinha fugido.

    Quando me lembrar do resto depois conto!!!

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  6. Porque és, tu, alentejano,
    estás no caminho certo sim
    boa noite amigo Bergano
    Foi quase,não bem assim!

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