sábado, 23 de agosto de 2014

"PORTO COVO"

Naquela terra alentejana!
livremente, nela se circular
calcetada,  Rua Vasco da Gama
Porto Covo, à beira do mar.
Já foi terra de gente moura,
com muitas dificuldades viveram
na pesca no mar, na terra na lavoura
com vontade e afoiteza venceram!
A Igreja é a casa de Deus!
situada na Praça do Marquês
sempre com os pensamentos seus
 o alentejano é bom português.

No Baixo Alentejo, Concelho de Sines!
a oriente, Concelho de Santiago do Cacém
a sul Concelho de Odemira, no Algarve Messines
nas margens do Rio Mira, verdes paisagens tem.
No Porto Covo, ainda há!
exemplo do bom português
vejam como bem limpa está
a Praça do Marquês.
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

"BOM FIM DE SEMANA"

No céu azul da cor do mar!
não há nuvens nem gaivotas
nem outras aves a voar...
 bate a água salgada nas rochas
lá longe um barco a navegar.
nas águas do mar imenso
com esta imagem bela
 do mundo a que pertenço 
daqui bom fim de semana
 para amigas/amigos desejo.
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

"O FAROL"

Nasce o Rio Mira!
na Serra do Caldeirão
no Concelho de Odemira
a correr passou o caracol
 lá no Cabo Sardão
fui visitar o farol.

Comi sopas de beldroegas,
sem azeite para a açorda temperar
a correr e a saltar vi as fanecas,
na areia junto ao mar.
Pela estrada fora,
vi as pegadas do leão
uma criança pedia esmola
para comer não tinha pão.

Voava uma borboleta,
comia trevo o grilinho
pousado no ramo da esteva
chilreava o passarinho.

 De cor verde afoito ele ser,
de ervas verdes se alimenta
a saltar o gafanhoto se aguenta
 porque ele não sabe correr!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

"QUANDO, DE LÁ, VOLTAR"

Tô d'abalada!...
vô partir p'ro Alentejo
levo a trouxa dentro da mala
pela ponte Vasco da Gama
atravessarei o Rio Tejo
desta para a outra banda.
Para da fonte beber água
também levo o cocharro
de cortiça do chaparro tirada
 na bagageira do carro.
Vô passar na Marateca,
Alcácer do Sal e Grandola
porque há coisas levadas de breca
dizia a mãe, à filha duma magana
Nas ondas vô mergulhar,
lá na praia do Almograve
no Concelho de Odemira
faz fronteira com o Algarve
a sul, para lá do Rio Mira.
Vô correr à beirinha do mar
na areia onde a água se despista
enquanto o esqueleto aguentar
todos os dias uma corrida.
Quando, de lá, voltar,
trago a foice, fica lá o martelo,
 trigo e cevada já não há para ceifar
a foice, porque foice já lá não faz falta
  foi útil na ceifa do trigo no Alentejo
dizimaram quase toda a semente
dizem que é terra queimada
do calor do sol ardente!
(Eduardo Maria Nunes

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

"BOA NOTÍCIA"

Ausente, estou vivo!
a morte bateu-me à porta
dei uma queda da mota
 tenho o corpo dorido.

Aconteceu ontem por voltas das 6 horas da tarde, quando me dirigia para a garagem, no recinto de acesso à mesma. Não sei mesmo o que terá acontecido, de repente me pareceu ter sentido a sensação de que  a roda da frente tinha deslizado por cima de óleo derramado no chão, o qual verifiquei no local não existir. Levantei-me com a ajuda de um vizinho que atrás de mim seguia também de moto para a sua garagem. De seguida estacionei-a  na garagem, fui para casa tomei banho coloquei Betadine nos ferimentos causados pela queda. Estive cerca de meia hora no computador, deitei-me no sofá, vi o Preço Certo e o noticiário das 20h00, na RPT1, às 21h00, dirigi-me para a mesa, sentado numa cadeira, peguei na colher, cheia de sopa levei à boca, nesse momento sinto uma má disposição, passados alguns segundo julgo eu, ouvi a mulher dizer muito aflita, levanta-te do chão, estás tão branco. Eu que sou alentejano de pele escura, já bateste com a cabeça na máquina de lavar roupa, tentas te levantar e tornas a cair. Vou telefonar para os Bombeiro, assim aconteceu, levaram-me para o Hospital de Vila Franca de Xira, lá passei a noite, onde me foram feitos os respectivos exames. Associando ambos os acontecimentos um ao outro, penso que o primeiro foi devido à perda dos sentidos.

          Boa noticia, fiquei contente,
            com profissionalismo
          às 09h00 de hoje, o médico competente
           me deu alta o disse, não tem nada partido!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

"FLOR DE PAZ"

(IMAGEM GOOGLE)
O poder da imaginação!
se fosses, navegável, rio
eu seria a embarcação
o marinheiro com frio
agasalhado no porão.

  Se tu fosses o avião,
quem seria o piloto
por ti ele está louco
 seria o meu coração.

Se fosses tu a panela,
lá dentro estaria o frango
o cozinheiro um palerma
sozinho a dançar o tango.

 Se tu fosses uma fera,
sem medo te enfrentava
nas loucuras de quimera
com carinho te beijava.

Na imaginação, meu amor,
para te podar, teu jardineiro
 a clorofila te dará a verde cor 
porque eu cheguei primeiro
 serás sempre a minha flor.

 Perfumada, serás capaz,
tu, linda flor de primavera
 porque lutas contra a guerra,
 no mundo, a favor da paz!
((Eduardo Maria Nunes)

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

"A PENSAR EM TI"

(IMAGEM GOOGLE)
Aquece-me com o teu calor!
satisfaz todos os teus desejos
inunda os meus lábios de doce sabor
 com saliva dos teus doces beijos.

 Os teus abraços, de amor perfeito,
amar desse jeito, verdadeira loucura
sinto quando me abraças com ternura
o calor dos teus seios no meu peito.

 Não deixa lágrimas de dor,
dos teus olhos caírem no chão
nem com falsas pressas de amor
alguém magoar o teu coração.

Quando os teus lindos olhos vi,
Por eles se apaixonou o meu coração
porque existes na minha imaginação
sempre viverei a pensar em ti!
(Eduardo Maria Nunes)

sábado, 9 de agosto de 2014

"POETISA APAIXONADA"

(PATRÍCIA PINNA)

Clique>>>Redescobrindo a Alma

Apaixonados, os lerem!
outros olhos pelos dela
em livros foram editados
poemas de amor com ela
apaixonantes se escreveram
antes de terem caído no chão
transformadas em tinta perfumada
pelas faces lágrimas de emoção
dos seus lindos olhos correram.
Em silêncio a noite dormia,
calmamente, de madrugada
um gemido se ouviu
a saudade abraçou a alegria
de felicidade ela sorriu
 a poetisa apaixonada!
(Eduardo Maria Nunes)

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

"SEM TORCIDA, UMA CANDEIA"

Com a sola dos pés dorida!
por pisar nas pedras aguçadas
pelas estradas, da vida, empoeiradas
no silêncio da noite adormecida.

Sobre as pedras da calçada calcorreando,
numa rua junta a uma velha casinha na aldeia
 da qual, a chaminé, já não fumega fumo branco
em cima duma mesa, sem torcida uma candeia
e um velho pote sem azeite a um canto.

Um tenaz e uma trempe,
uma enxerga e um velho catre
tristeza nela tanta se sente
 lenha na lareira já não arde.

Porque foi embora a alegria,
deixou lá no silêncio a tristeza
como dantes muita mais havia
agora não haverá lá tanta pobreza
mas todavia, abandonada sem alegria
continua a humilde casinha portuguesa!
(Eduardo Maria Nunes)