.

.
.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

"POR DO SOL EM MONSARAZ"

Devagar como o caracol!
para bem podermos chegar
a Monsaraz, iremos passear
para ver o por do sol.

 Bom fim de semana,
sem pressa, devagarinho
com a mão, pega-se na alavanca
carrega-se no pedal com o pezinho
para no sítio certo meter a mudança.

Nunca se deve perder a esperança,
sigamos por onde deveremos seguir
sem se pisar a paisagem a florir
nas margens com abundância!
(Edumanes)

quarta-feira, 29 de julho de 2015

"BORBOLETAS VOANDO"

 Portas sem postigo,
varandas sem janelas
o que terá acontecido
 não se tem notícias delas!

 Não terão ido se calhar,
numa espiga de trigo
sem idade nem tribo
borboletas a esvoaçar.

 Onde não se sabe,
se numa flor pousar
naquele dia à tarde
saíram do casulo a voar.

Pois, não tendo a certeza,
só estou, mesmo, a imaginar
o homem para mais amealhar
continua ferindo a natureza!
(Edumanes)

terça-feira, 28 de julho de 2015

"BELDROEGAS"

Porque é que sinto?
o que sinto dizer não sei
por que não tinha cinto
cair as calças deixei!

Com os pés  encharcados,
perdi as meias!
Não! As meias meias,
as meias solas dos sapatos.

Fica da outra banda, 
atravesso o Rio Tejo 
pela Ponte Vasco da Gama
tô indo p'ro Alentejo,
dessa maneira
o que é dos outros não invejo
sendo assim...
acabou-se a brincadeira?
Vou plantar beldroegas
para mim,
por causa das regras
terminou antes do fim!
(Edumanes)

segunda-feira, 27 de julho de 2015

"REGATO"

Tantos sonhos já sonhei,
nenhum deles foi realidade
também não sei onde a deixei
só sei dizer que sinto saudade.

Nas margens do regato colidiu,
o barcos que navegava a montante
seus raios dardejava o sol distante
 a jusante, na água clara reflectiu,

tão rápida como o pensamento,
desmaiava quando sentia prazer
sentindo-o no corpo sem se ver
suavemente, soprava o vento.
  
Lá para aquelas bandas,
onde o sol mais aquece
belas no mundo há tantas
coisas, que nos apetece.

No vento de levante,
não traz fresca maresia
porque nada garante
uma falsa garantia!
(Edumanes)

sábado, 25 de julho de 2015

"NA AREIA"

No campo vi girassóis!
fui à pesca das lulas
comi ensopado de caracóis
 na praia, vi as moças nuas.

As ondas vi, no mar, calmas,
vi gaivotas a voar
um caranguejo de alpercatas
vi na areia a esgravatar.

Vi uma lapa de calções,
sem bóia nas ondas a boiar
  junto à água, na areia a rebolar
caídos das rochas vi mexilhões!

Acontece cada uma,
é de se lhe tirar o chapéu
uma estrela viajando de pluma
 desceu à terra vinda do céu!
(Edumanes)

sexta-feira, 24 de julho de 2015

"O REMÉDIO É ESPERAR"

Esperando um beijo!
não havia meio de chegar
ansioso, estava o desejo
para a quem o dar.

Se calhar teria,
ficado sem saber
atolado no prazer
ao romper do dia?

Senão há volta a dar,
não adianta esmorecer
o remédio é esperar
até o desejo acontecer.

Companheira da lembrança,
dentro do peito tem a saudade
por que não perdeu a esperança
guarda no coração a felicidade!
(Edumanes)

quarta-feira, 22 de julho de 2015

"NO RIO MIRA"

A vida é para ser vivida!
sempre da melhor maneira
de quem, ainda, acredita
mantém acesa a lareira.
Pois, não admira
fui na mira das ostras
pescar no Rio Mira,
rio acima, rio abaixo
vi três garotas,
 num barco a navegar
sem bandeira no mostro
a elas eu ajuda pedi.
Me mandaram mergulhar
emergi sem ceroulas
olharam para mim a mangar
porque há dias assim.
Por segundos a voz perdi
de tanta fortuna falar ouvir
fiquei gago...três para mim!
Pelas pernas abaixo eu vi
se mijaram de tanto rir.
(Edumanes)

terça-feira, 21 de julho de 2015

"NA MÃO"

Nas ondas a sonhar!
estou agora recordando
naquela noite de luar
acordei navegando.

No mar imenso sem fim,
para onde o destino me levou
 uma rosa perfumada no jardim
com ela na mão me deixou.

A desabrochar na roseira,
a vida é bela sem queixume
com suave aragem passageira
 me exalou o seu perfume!
(Edumanes)

domingo, 19 de julho de 2015

"SAUDADE"

Coração,  ausência sente!
de quem para não mais voltar
partiu para sempre.

 Tão longe de mãos atadas,
 sem a poder acariciar
com os olhos de tanto chorar
arrasados em lágrimas!

Algures, junto ao açude,
ouvi a saudade chorando
vi sobre o mar a baixa altitude
 um bando de aves voando!
(Edumanes)

sexta-feira, 17 de julho de 2015

"NUMA NOITE DE LUAR"

Tão apressado, tropecei!
escorreguei no desejo
com ele me acorcovei.

Bem no fundo do prazer,
nos lábios sinto um beijo
de faminto, o ouvi gemer.

Mergulhei com esperança,
nas loucas ondas do mar
emergi em segurança
junto de uma sereia a boiar.

Não estou não ficando louco,
também não estou a inventar
louca percorrendo todo o corpo,
sensação, querendo nele acoitar.

Adormecido na ternura do amor,
quem me dera o sonho fosse realidade
nas pétalas perfumadas duma flor
imaginando a felicidade!
(Edumanes)

quinta-feira, 16 de julho de 2015

"ESTÃO P'RAÍ FALANDO"

Há menos galhofa!
sem metal tilintando
agora é só mini volta
estão p'raí falando.

Não será sortilégio,
atrás da bicicleta à nora
não passa como outrora,
no Cercal do Alentejo.

Tanta desgraça não quisera,
mais, neste mundo acontecer
a volta a Portugal em bicicleta
no futuro assim poderá ser?
(Edumanes)

quarta-feira, 15 de julho de 2015

"DENTRO D'UM CORNO"

Para se deitar à noitinha!
no vil catre uma enxerga de palha
quando para comer nada tinha 
toda a noite o estômago ralhava.

Nos pés calçava as chancas,
assim o sustendo do povo
meia dúzia de azeitonas
levava dentro d'um corno.

P'ro trabalho ia cedinho,
cantando alegremente,
com esperanças no futuro
pão e uma nesga de toucinho
naquela terra de rica gente
 gente rica tinha de tudo!
(Edumanes)

terça-feira, 14 de julho de 2015

"TOMBOU"

Se ao menos quisesse!
para encher o gorpelha
quem pegasse não tivesse
no cabo da forquilha.

Pior do que centopeia,
prometedor esfaimado
colhe quem semeia
a pregar no proletariado.

Por demais no saco embutir,
 não rebentou pelas costuras, tombou
para não ver de barriga cheia sorrir
alguém que com fome já chorou!
(Edumanes)

domingo, 12 de julho de 2015

"BOCADINHOS DE ESPERANÇA"

Dos montes onde outrora!
pelas chaminés deitavam fumo
muitos deles em ruínas agora
quantos não sei, muitos presumo
dispersos pelo campo à noitinha
no inverno chuvoso e friorento
ardia a lenha na lareira
pão com azeitonas o sustento
assada na braseira
às vezes metade d'uma sardinha
 não duvidem, foi mesmo assim
eu cá, não invento tristezas
porque são dolorosas sim
quando muitas incertezas
 tantas pareciam não ter fim!
Por veredas e caminhos
palmilhava léguas e léguas
para encontrar os carinhos
que faziam minhas esperas
eram de esperança bocadinhos
encontrá-los tanto eu quisera!
(Edumanes)

"NA PERNA"

Por que não sou egoísta!
estou, sim, sendo sincero
 tenho guelra e não crista
tudo o que eu mais quero
é que sejas feliz na vida.

Recuperei duma queda,
sem ser para - quedista
vi na perna da moça bela
uma tatuagem grafista.

Quando olhava para ela,
derrapei num buraco
 no chão bati com a testa
  na cabeça ouvi cantar o galo!
(Edumanes)

sexta-feira, 10 de julho de 2015

"O RICO E O POBRE"

Todos os dias, jornais, rádios e televisões, nos intoxicam com a crise grega, não se cansam de, tanto, bater, continuamente, na mesma tecla. Todos os países da "desunião" estão contra o governo grego, por estar do lado do seu povo e lutar em defesa dos seus direitos. Será que merece ser condenado por causa isso? Ao contrário do governo português, que nada de nada fez em defesa do povo português. Concordou com todas as medidas de austeridade impostas pela maldita Tróika. Foi mais fácil cortar ordenados e pensões e dizer custe o que custar,  do que tentar defender pelo menos aqueles com menos recursos financeiros.   Será que todos os governos dos países da União Europeia estão certos e só o governo grego  é que está errado por defender os direitos do seu povo contra os "vândalos" credores desumanos e não aceitar de qualquer maneira tudo aquilo que eles querem que ele aceite? Porque será que a maioria defende os ricos e não os pobres? Até mesmo os pobres, pobres de "espírito"  defendem os ricos! Só podem, mesmo, é estar cegos, de ilusões, pelas falsas promessas, nas campanhas eleitorais para caçarem votos! É desumano tirar a quem tem menos para dar a quem mais já tem. A riqueza provém do trabalho dos pobres, porque os ricos exploram, por isso é que eles estão ricos. Ninguém enriquece do seu próprio suor, mas sim à custa do suor de muitos outros. Não me parece que o governo grego seja assim tão estúpido ao ponto de não saber com o que pode contar. Tenho a impressão de que nem tudo estará perdido, cujo  seu esforço será compensado. Todo aquele que luta, humildemente,  pelos seus direitos, não deve por isso ser condenado, deve ser sim visto como pessoa de bem! Era isso que alguns governos deveriam ser e não são! Não estou defendendo o governo grego, estou sim do lado de todos aqueles que lutam por justa causa!

quinta-feira, 9 de julho de 2015

"BORBOLETAS A VOAR"

(Imagem Google)
Para as flores a olhar!
por amor, estão unidos
verdes campos floridos
borboletas a voar,

Acarinhai a bela nua,
 olhando para as estrelas
no céu à volta da Lua.

Adorai o seu olhar,
acarinhai por bem
no corpo para te dar
a beleza que ela tem!
(Edumanes)

terça-feira, 7 de julho de 2015

"ROSAS VERMELHAS"

Dentro d'um canteiro!
a dois palmos do chão
no jardim da paixão
vive o caracol, jardineiro.
A seu lado a verde roseira,
lindas rosas vermelhas tem
junto dela numa flor também
pousou a cigarra cantadeira,
cantando cantigas de amor.
Foi convidado, o grilo pianista
 com o gafanhoto galanteador
a charmosa joaninha, vocalista
também o melro ensaiador,
com a estilista, borboleta
a lagartixa apresentadora
chegou o papagaio guitarrista.
Reunidas todas as condições
formaram uma orquestra
acenderam-se os lampiões,
assim que começou a festa.
 Louva-a-deus, incomodada
pediu silêncio no auditório,
na poltrona bem acomodada
 tendo continuado o falatório.
Com tenção ouvia a bicharada
muda de cor constantemente
de transparente não tem nada
o senhor camaleão presidente!
(Edumanes)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

"UM CARANGUEJO NA AREIA!

Nuns lindos olhos encontrei!
a esperança que andava perdida
não digo de quem são mas sei
que são duma moça bonita.

Só não sei onde ela mora,
não me quis dizer onde habita
procurando ela ando à nora
agora, não sei onde está metida.

Continuando as investigações
para o seu paradeiro descobrir
segundo, recebidas, informações 
a caminho da praia ia a fugir.

Oh! Pernas para que te quero,
atrás dum desejo fui a correr
na areia por causa dum beijo
onde estaria fiquei sem saber.

Tropecei num caranguejo,
que se meteu à minha frente
bati com a tola num seixo
a sangrar, fiquei de repente
não do pé, mas sim do joelho.

Há dias de muito azar,
 daquela praia fui a sorte
 para o campo procurar
porque subi numa azinheira
cai em cima dum cavalo a trote
arre macho disse na brincadeira.

Não era macho, não era mula,
porque era burro
também não foi aventura
nem aconteceu no escuro.

A correr me deitou abaixo,
lá fiquei estatelado no chão
com muitas dores num braço
 aflito batia o meu coração.

O mariola do burro ouviu,
deu dois coices no vento
desapareceu naquele momento
nunca mais ninguém o viu!
(Edumanes)

domingo, 5 de julho de 2015

"DESPINDO O CHAPARRO"

No mundo procurando!
o que antes não tinha perdido
nasci, não sei se chorando
cantando não terá sido?

Por aí tenho andado,
 chapada abaixo rebolando
vi do tronco de um chaparro
alguém cortiça tirando

 Bebi água pelo cocharro,
com atenção estava olhando
para quem despia o chaparro
não vi nenhum protestando.

Viver feliz,  sem ai nem ui,
sem andar no mundo à toa
não sei se voltarei aonde fui
 pássaro sem penas não voa.

Sem água no deserto,
o sol, distante do chão
perigoso, na terra aberto
sem fundo um buracão.

Pelo caminho certo seguindo,
 sem nunca se perder a orientação 
quem quiser viver feliz sorrindo
não deve contrariar o coração.

Não ando por aí mentindo,
minha missão não ser essa
de ninguém ando fugindo
 sinto-me feliz aqui na terra!
 (Edumanes)

sábado, 4 de julho de 2015

BOM FIM DE SEMANA, COM AS "PASSARINHAS E PASSARINHOS"

Desesperado, coitadinho!
não se cansa de tanto piar
depenado passarinho
sem penas não pode voar.
Esperando lá no seu ninho
que a passarinha o vá buscar,
 esperanças, muitas, tem ainda
de um dia no ninho dela poder pousar
quando a passarinha estiver no ninho
chocando os ovos, não os pode abandonar
por isso no bico, vai levar o passarinho
água para no bico da passarinha dar!
 não imaginem, está acontecendo
 o passarinho querendo meter
o seu bico no bico da passarinha,
 de certeza você daí está vendo
porque eu daqui estou a ver!
(Edumanes)

sexta-feira, 3 de julho de 2015

"SAUDADE"

 Era tanto o desalento!
 da fama desesperada
 lágrimas em desespero
 dos olhos libertava!
No Rio Tejo, sob o tabuleiro
da ponte Vasco da Gama
 navegava um luxuoso veleiro,
nele viajava também a esperança
 com as lembranças do passado
  guarda a saudade dentro do peito
  palavras, escritas em pergaminho
  estão protegidas do vento apressado,
 sem atenção a vogais nem consoantes
 em remoinho ou não por vales e montes
 destruidor, sem amor e sem carinho!
(Edumanes)

quarta-feira, 1 de julho de 2015

"NOUTROS LÁBIOS"

(Imagem Google)
Volátil, beijinho, dos lábios se desprendeu,
como o passarinho, que a voar saiu do ninho,
 por entre as nuvens, no céu azul, desapareceu.

Onde não o procurei,
provavelmente, perdido
imagino, por que não sei
talvez,  no infinito?

De o procurar não desisto,
esperando que o lá vá buscar
já sei onde o posso encontrar 
noutros lábios escondido!
(Edumanes)

terça-feira, 30 de junho de 2015

"ROSAS VERMELHAS"

Levantei-me, lavei a fronha!
calcei os ténis, fui correr
 chamar ouvi uma voz estranha
 de quem era fiquei sem saber.

 Pelo caminho que fui, voltei,
vi no céu o sol a brilhando
na roseira vejo, não inventei
 rosas vermelhas desabrochando,

 Poder imaginar o futuro risonho,
melhor do que o presente está sendo
que seja muito mais do que um sonho
 sem parar o tempo passa correndo!
(Edumanes)

domingo, 28 de junho de 2015

"SE TIVESSE ASAS"

Não digo e não faço  nada a fingir!
para continuar a sorrir com alegria
tentava para longe da morte fugir 
se eu soubesse quando morria.

Gostava que fosse devagarinho,
por que não tenho pressa de viajar
se tivesse asas como um  passarinho
alto voava para ela não me apanhar.

Esse dia chegará, tristemente,
 quem mente não fala verdade
sem amor tristeza coração sente
quando partir fica a saudade!

Também o são de muita tristeza,
se o dissesse ao contrário mentia
tanto adoro esta Nação Portuguesa
os poemas não são só de alegria!
(Edumanes)