sábado, 21 de maio de 2016

"PÃO DE FARINHA DE TRIGO""

Hoje, não acordei triste!
Mas, acordei revoltado
este país está endividado
porque a roubalheira existe.

Para bem ser governada esta Nação,
são necessários os seguintes requisitos;
é preciso que a justiça, na justiça funcione
para pôr, de imediato, cobro à corrupção.
Começando pelos políticos.
Na justiça social proceda-se à justa distribuição
para que ninguém com fome reclame
tem de ser bem distribuído o pão!
(Edumanes)

quinta-feira, 19 de maio de 2016

"SÃO LINDAS AS FLORES"

Para ver o sol nascer,
todos os dias amo a vida bela
com ela gosto muito de viver
não me quero separar dela.

Sem qualquer distinção,
para todos o mundo é perfeito
não o será para quem sem razão
o quer pintado só do seu jeito.

Perfumadas, de várias cores,
mostrando, toda, a sua beleza 
porque, são tão lindas as flores
que nos dá a mais bela natureza!
(Edumanes)

terça-feira, 17 de maio de 2016

"NA PRAIA"

Quase sem farpela,
na praia a sua beleza vi,
suave soprava o vento
com o olhar segui 
o corpo duma donzela
até ao bifurcamento!

Acarinhando a ternura,
por ter perdido o tino
desmaiei na brandura
sonhando com o destino.

 Uma onda perversa,
no mar se formou
em forma de aiveca
na areia se quedou.

Porque magoa,
desprezei a injúria
para com a voz que soa
acarinhar o desejo
sabendo utilizar a astúcia
cortei uma fatia de queijo.

 Para comer com pão,
bebi um copo de tinto
guardei no meu coração
a saudade sorrindo!
(Edumanes)

segunda-feira, 16 de maio de 2016

PARABÉNS A QUEM ME DEU O MOTE!

Alegria e emoção,
sem ilusão bem te fica
 mais um título Benfica
fonte de inspiração!

Dedico estes versinhos,
ao Glorioso, justo vencedor
na disputa com os verdinhos
 eu te aplauso conquistador.

Quem a sabe pontapear,
 de ter sorte não precisa
para com talento mostrar
como entra a bola na baliza.

 Também estou contente,
aqui tão perto, não distante
como quem no rosto bem sente
  a aragem do vento refrescante.

 Bem soube o treinador com habilidade,
pôr em prática sua mui dedicada sabedoria
para além fronteiras festejaram com euforia
de Portugal, noutros países mais distantes
por terem sido transformados em realidade
os sonhos dos adeptos e simpatizantes.

 O pais orgulhoso se vestiu de encarnado,
em Lisboa, da Luz ao Marquês de Pombal,
pelo trigésimo quinto título conquistado
 VIVA O GLORIOSO BENFICA VIVA PORTUGAL!
(Edumanes)

sábado, 14 de maio de 2016

"SEM INSPIRAÇÃO"

Porque hoje sem inspiração,
para algumas palavras escrever
ao atravessar a rua sem querer
fui atropelado pela inflação!

Como quem não tem coração,
 neste Universo sem alma nem dó
vinha acompanhada da corrupção
 porque um mal nunca vem só!

Também se fazem favores,
a quem investiga a corrupção
são condecorados os traidores
destruidores desta Nação!
(Edumanes)

segunda-feira, 9 de maio de 2016

"BOLOTAS COM PÃO"

Não tenho formação académica,
nem perfil de doutor
a minha juventude foi perversa
lá no campo fui pastor!
Devido à económica situação
que no país nessa época se sentia,
sem sapatos andei descalço 
numa enxerga de palha, no chão, dormia,
lavava a cara e os pés no regato
comia bolotas com pão.
Guardei vacas,  perus e porcos,
com a foice roçadora
nas chapadas rocei tojos,
 com a charrua, a terra lavrava
puxada por juntas de bois,
 semeei trigo na terra lavrada,
 Nã tô arrependido nâ senhora,
 o dever me chamou depois
como cidadão deste país,
deixei a santa terrinha.
Porque o destino assim o quis,
  amava e amo a pátria minha
no Exército cumpri o serviço militar,
ao toque do clarim, sem terror,
marquei paço ao rufar do tambor.
Fui enviado para a guerra,
por ordens do Salazar,
por tudo isso pudera
fui conhecer o ultramar!
Naquelas longas avenidas desfilei
de Lourenço Marques, hoje Maputo,
para o norte de Moçambique marchei
depois de tudo isso, contudo,
 culpado não fui dalgum mal acontecido.
Tenha sido ou não em falso,
não estou arrependido
porque voltei são e salvo
de onde parti, livre de perigo!
(Edumanes)

domingo, 8 de maio de 2016

"TRISTES LEMBRANÇAS DO PASSADO"

Era arriscada aventura,
reivindicar aumento salarial
no tempo da ditadura,
aqui em Portugal,
só por meio tostão,
porque, o ditador Salazar,
sem dó nem alma
mandava com o cacete
bater, porque ignorava
o mesmo que cachaporra.
Sem azeite,
para temperar a açorda 
o trabalhador camponês 
lá no campo ao rigor
trabalhando para o latifundiário,
à chuva, ao frio e ao calor,
pobre cidadão português,
sem controlo de horário!
Quem mais sofria,
era o povo alentejano,
por causa da injusta divisão
porque a terra era de meia dúzia
contra a desenfreada exploração
quem reclamasse de penúria
levava porrada no lombo!
(Edumanes)

sábado, 7 de maio de 2016

"XAROPE DE CAPILÉ"

"Bom Dia, se Possível Com Muita Alegria e Boa Disposição"

Alentejano com fé, neste dia de invernia! Não foi à inauguração do Túnel do Marão, porque ontem à noite  à socapa entrou na tasca da Marilé!
Olá, olé, logo fez subir a maré...Meteu a rolha no gargalo da garrafa da Capilé!
Depois dum mergulho bem sucedido, seguido dum gemido sentido, ouvido e divertido!
Foi embora sem boné, porque o deixou dentro da sanita, ao lado do bidé, cheio de nódoas das borras do xarope de capilé!..

sexta-feira, 6 de maio de 2016

"NAS PÉTALAS DUMA FLOR"

Escorregou na escadaria,
tinha nas mãos a colher de pau
quando imaginou naquele dia
misturando na água o colorau!

Será que alguém ficou rindo?
Nos degraus junto ao consultório
pois, sem saber para onde  fugindo
tropeçou nos pés do lavatório.

 Pelas ruas, triste sem amor,
sem destino vagueava a ternura
nas pétalas perfumadas duma flor
chorando lágrimas de amargura!
(Edumanes)

quinta-feira, 5 de maio de 2016

"A LUZ AO FUNDO DO TÚNEL"

Hoje é Quinta-feira da Ascensão,
é dia para quem quiser apanhar a espiga!
Aqui na Póvoa de Santa Iria está chovendo
será, mesmo, verdade ou apenas cantiga,
o que estão p'raí dizendo?...
No próximo sábado vai ser inaugurado
o tão polémico e falado Túnel do Marão,
aos contribuintes terá custado um dinheirão
mas, pelos utilizadores será bem pago?
(Edumanes)

quarta-feira, 4 de maio de 2016

"DOR QUE A MINHA ALMA TEM"

Vaga, no azul amplo solta, 
vai uma nuvem errando.
O meu pensamento não volta.
Não é o que estou chorando.

O que choro é diferente. 
Entra mais na alma da alma.
Mas como, no céu sem gente, 
a nuvem flutua calma.

e isto lembra uma tristeza 
e a lembrança é que entristece,
deu à saudade a riqueza
da emoção que a hora tece.

Mas, em verdade, o que chora
na minha amarga ansiedade
mais alto que a nuvem mora,
está para além da saudade.

Não sei o que é nem consinto
à alma que o saiba bem.
Visto da dor com que minto,
dor que a minha alma tem.

(Poesias de Fernando Pessoa)

segunda-feira, 2 de maio de 2016

"HOSPITAL"

Não estejam a pensar amigas e amigos, de que estou esquecido de visitar os vossos blogues e comentar as vossas prosas e rimas. Mas, aconteceu o que eu nunca pensava que poderia acontecer...Uma das minhas duas filhas teve um enfarte. Foi muito forte para a idade dela, segundo disse o médico que a socorreu no hospital,  na noite do passado dia 25 do mês de Abril, para ode se deslocou devido a  dores sentidas no peito. Estava no sítio certo, à hora certa, porque se tivesse em casa, teria sido muito difícil a recuperação. Graças à pronta e rápida intervenção médica, ela está recuperando, livre de perigo!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

"VERDE NASCE, VERDE CRESCE"

De dor se padece!
Com a foice ceifado
na idade adulta alourado
verde nasce, verde cresce
o trigo na terra semeado.

Uma noite ouvi barulhar,
 fiquei em silêncio cheio de medo
lá no Alentejo um grilo a devorar
as verdes folhas do trevo

O vento neles a soprar,
fazia abanar os arbustos
foi nas noites de luar,
que apanhei grandes sustos.

Quando eu ficava quedo,
porque ela também ficava
da minha sombra tinha medo
de noite quando para ela olhava.

A correr sem olhar para trás,
ó! Pernas para que as quero,
na minha vida era um desassossego
o cagúfe não me deixava em paz!
(Edumanes)

sexta-feira, 22 de abril de 2016

"NO CANTO DO OLHO"

 Não deixa ficar desalojado,
quem você mais ama chorando,
com uma lágrima no canto do olho
se sair fecha a porta com o ferrolho
em casa, no trabalho ou viajando
 bom fim de semana, prolongado!

Não haverá felicidade sem amor?
 Para quem a vida será mais sombria,
 quem no corpo sente ausência de calor
mergulhado na tristeza, sem alegria.

Não satisfeitos os desejos,
 terão eles zarpado com os afagos
sentindo ausência dos doces beijos
esperando ternurentos abraços.

Terá sido apenas um sonho,
mas, podia ter sido realidade
à vida bela nunca se opondo
porque lhe dá estabilidade.

Zarpando da vida penosa,
 foi ao encontro da felicidade
adormeceu no colo da generosa
 acordou na cama da saudade!
(Edumanes)

quarta-feira, 20 de abril de 2016

"NA CHAPADA"

Bem me lembro ainda!
nunca ninguém este conto
terá ouvido alguém contar
escrito em prosa e em rima.
Na chapada um leão,
 junto à praia da Chuanga,
quando no Lago Niassa, 
nadava um tubarão!
Da outra banda a voar
 um mosquito sem destino,
de emergência foi aterrar
na torre dum submarino!
O comandante muito aflito
 deu o pino para dentro da Piroga,
 do Fuzileiro, António Páscoa,
rumo a Cobué navegava àquela hora!
Com amor é que melhor se constrói
a cama quem nela se quer deitar;
assim fez com bravura o herói
para evitar uma desgraça
naquela noite de luar!
(Edumanes)

terça-feira, 19 de abril de 2016

"SEM IMAGINAÇÃO"

Estava eu a pensar no que havia de escrever,
nada me surgia na imaginação! Resolvi então,
colocar a toalha na mesa da cozinha, a correr
fui buscar o chouriço, o presunto, o queijo e o pão,
a pensar qual seria depois do lanche a sobremesa
por causa da pressa, apressada, tropecei no garrafão
escusado será dizer, de que a culpada foi a paciência!
Peguei na cana, que tinha na ponta colocado o anzol
resolvi ir para o rio pescar, sem de pesca perceber
pelo caminho sem querer pisar, mas, pisei um caracol;
 o coitado do bicho, sem se poder da pisadela defender
telefonei, imediatamente, para a veterinária de serviço
 prontamente respondeu de lá que não podia atender
porque estava prestando assistência um ouriço!
(Edumanes)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

"ERVAS DANINHAS"

Cavei e semeei na terra!
Umas quantas batatinhas,
antes de partir para a guerra,
quando voltei, que resistiram à seca
verdes, só lá vi ervas daninhas.

Foram semeadas em terra alheia,
porque lá a terra era de meia dúzia
bem na vida viviam de barriga cheia
à conta do suor da raia miúda!

Como eram por eles considerados,
tinham que lhes obedecer 
se o não fizessem eram encarcerados
sem direito a quem os pudesse defender.

Porque, eram assim pois então,
neste país haviam muitos mais
nos gabinetes, em defesa da Nação
quem mandava eram os generais!
(Edumanes)

sexta-feira, 15 de abril de 2016

"CHUVA DE LÁGRIMAS"

Não deixando de imaginar!
Tudo o que nasce tem de morrer
Todavia, sem antes, eu, ficar a saber
Como é que o mundo irá acabar?

Gotas de água em Abril,
Das nuvens caídas na terra
Sem deixar de ser gentil
Esta, chorona, primavera!

Nesta terra haja sempre paz,
Para dar à vida mais qualidade
Com Toda a chuva que falta faz
Sem nos afastar da felicidade!

Ao romper da bela aurora,
com lágrimas de paixão e ternura
Caídas dos olhos de quem as chora
Na terra serão gotas de água pura!
(Edumanes)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

"FAVOS DE MEL"

Desejos a granel,
drapejam no seu olhar
lindos olhos cor de cinza
os seus lábios favos de mel
beijos doces de menina!

Sofre quem sente,
a demora angustiada
da espera impaciente
nesta vida apressada.

Lágrimas doridas,
dos olhos caem no chão
 paixões adormecidas
silenciam o coração.

Para sempre recordação,
saudades perdidas no tempo
sem terem cama nem colchão
noites dormidas ao relento!
(Edumanes)

domingo, 3 de abril de 2016

"ABATANADO"

Quando no Café Nicola entrou,
a história que eu aqui vou contar
um amigo meu é que me contou
depois de ter ido a Lisboa passear!
À moça mais bonita e sorridente,
foi a ela que ele se dirigiu, dizendo
 serva-me um abatanado bem quente,
 sem para os seus olhos deixar de olhar
com vontade dos seus lábios beijar!
Logo ela quase fazia um pé de vento,
 mas, calmamente, ele menina dizendo
não queiras agora aqui dar nas vistas,
porque, eu já estou todo tremendo!
venho lá do outro lado do Rio Tejo,
pegar nessas tuas mãos tão bonitas
para te levar comigo para o Alentejo!
  Respondeu, não quero ir contigo não,
 fiquei com aquela resposta tão abalado,
por, assim, ter magoado o meu coração,
sem nenhuma culpa de ter engraçado,
com ela, pobre coitado tão apaixonado
de tanto pensar naquela bela moça!
Com ela sempre no meu pensamento,
sem perder a esperança de lá voltar.
Pois, amigo, já voltei aquele lugar,
mas, só lá vi sem água uma poça
fiquei desolado, pus o pé lá dentro 
voltei para a aldeia tão descorçoado,
naquele tempo, triste o estava vendo
lá na esquina de sua casa encostado!
(Edumanes)