sexta-feira, 5 de setembro de 2014

"BOM FIM DE SEMANA"

(IMAGEM GOOGLE)
Nesta vida tudo muda?
continuem enamorados
com muito amor e ternura
felizes, amantes, apaixonados
não se percam na noite escura
se forem pernoitar numa cabana
sobre o telhado verde cobertura
desejo-vos bom fim de semana!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

"JÁ TÔ D'ABALADA"


A pesar da crise, o progresso, aqui no Concelho de Odemira, não está parado
Escadas de acesso à praia.
Está vazia, a praia do Almograve, mas eu vi a maré cheia,
 vi muitas outras coisas que vocês estarão a imaginar
 Vi ondas baterem nas rochas e desmaiarem na areia
 também vi, no céu azul, as gaivotas a voar!

Situada a sul do Rio Tejo!
adeus minha pátria amada
de regresso à Póvoa de Santa Iria
voltarei se Deus quiser noutro dia
para trás vou deixar o Alentejo
com sorrisos de alegria
já tô d'abalada...
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

"ACREDITO"

Tenho esperanças, acredito!
porque o campeão irá vencer
naquelas rochas está escrito
   as palavras que tu estás  ler...

Nada disso interessa agora...
quem as escreveu não sei dizer
estão lá para quem as quiser ler
nenhuma delas me incomoda!

muito alto continua a voar,
pois, a Águia é um passarinho
do outro lado da segunda circular
está o verde leão mansinho!

Não há azeite no pote,
para temperar a açorda
o bicharoco lá do norte
deita fogo pela boca!
(Eduardo Maria Nunes)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

"AQUI HÁ SOSSEGO"

  Porque é compatível com a natureza,
 há tempo e tranquilidade para descansar
 aqui onde a terra acaba e o mar começa
 na delicadeza do azul do céu e do mar!
Não perturbam a brandura!
quebram o silêncio, não o sossego
quando batem em pedra dura
 as ondas do mar no rochedo.
(Eduardo Maria Nunes)

sábado, 23 de agosto de 2014

"PORTO COVO"

Naquela terra alentejana!
livremente, nela se circular
calcetada,  Rua Vasco da Gama
Porto Covo, à beira do mar.
Já foi terra de gente moura,
com muitas dificuldades viveram
na pesca no mar, na terra na lavoura
com vontade e afoiteza venceram!
A Igreja é a casa de Deus!
situada na Praça do Marquês
sempre com os pensamentos seus
 o alentejano é bom português.

No Baixo Alentejo, Concelho de Sines!
a oriente, Concelho de Santiago do Cacém
a sul Concelho de Odemira, no Algarve Messines
nas margens do Rio Mira, verdes paisagens tem.
No Porto Covo, ainda há!
exemplo do bom português
vejam como bem limpa está
a Praça do Marquês.
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

"BOM FIM DE SEMANA"

No céu azul da cor do mar!
não há nuvens nem gaivotas
nem outras aves a voar...
 bate a água salgada nas rochas
lá longe um barco a navegar.
nas águas do mar imenso
com esta imagem bela
 do mundo a que pertenço 
daqui bom fim de semana
 para amigas/amigos desejo.
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

"O FAROL"

Nasce o Rio Mira!
na Serra do Caldeirão
no Concelho de Odemira
a correr passou o caracol
 lá no Cabo Sardão
fui visitar o farol.

Comi sopas de beldroegas,
sem azeite para a açorda temperar
a correr e a saltar vi as fanecas,
na areia junto ao mar.
Pela estrada fora,
vi as pegadas do leão
uma criança pedia esmola
para comer não tinha pão.

Voava uma borboleta,
comia trevo o grilinho
pousado no ramo da esteva
chilreava o passarinho.

 De cor verde afoito ele ser,
de ervas verdes se alimenta
a saltar o gafanhoto se aguenta
 porque ele não sabe correr!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

"QUANDO, DE LÁ, VOLTAR"

Tô d'abalada!...
vô partir p'ro Alentejo
levo a trouxa dentro da mala
pela ponte Vasco da Gama
atravessarei o Rio Tejo
desta para a outra banda.
Para da fonte beber água
também levo o cocharro
de cortiça do chaparro tirada
 na bagageira do carro.
Vô passar na Marateca,
Alcácer do Sal e Grandola
porque há coisas levadas de breca
dizia a mãe, à filha duma magana
Nas ondas vô mergulhar,
lá na praia do Almograve
no Concelho de Odemira
faz fronteira com o Algarve
a sul, para lá do Rio Mira.
Vô correr à beirinha do mar
na areia onde a água se despista
enquanto o esqueleto aguentar
todos os dias uma corrida.
Quando, de lá, voltar,
trago a foice, fica lá o martelo,
 trigo e cevada já não há para ceifar
a foice, porque foice já lá não faz falta
  foi útil na ceifa do trigo no Alentejo
dizimaram quase toda a semente
dizem que é terra queimada
do calor do sol ardente!
(Eduardo Maria Nunes

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

"BOA NOTÍCIA"

Ausente, estou vivo!
a morte bateu-me à porta
dei uma queda da mota
 tenho o corpo dorido.

Aconteceu ontem por voltas das 6 horas da tarde, quando me dirigia para a garagem, no recinto de acesso à mesma. Não sei mesmo o que terá acontecido, de repente me pareceu ter sentido a sensação de que  a roda da frente tinha deslizado por cima de óleo derramado no chão, o qual verifiquei no local não existir. Levantei-me com a ajuda de um vizinho que atrás de mim seguia também de moto para a sua garagem. De seguida estacionei-a  na garagem, fui para casa tomei banho coloquei Betadine nos ferimentos causados pela queda. Estive cerca de meia hora no computador, deitei-me no sofá, vi o Preço Certo e o noticiário das 20h00, na RPT1, às 21h00, dirigi-me para a mesa, sentado numa cadeira, peguei na colher, cheia de sopa levei à boca, nesse momento sinto uma má disposição, passados alguns segundo julgo eu, ouvi a mulher dizer muito aflita, levanta-te do chão, estás tão branco. Eu que sou alentejano de pele escura, já bateste com a cabeça na máquina de lavar roupa, tentas te levantar e tornas a cair. Vou telefonar para os Bombeiro, assim aconteceu, levaram-me para o Hospital de Vila Franca de Xira, lá passei a noite, onde me foram feitos os respectivos exames. Associando ambos os acontecimentos um ao outro, penso que o primeiro foi devido à perda dos sentidos.

          Boa noticia, fiquei contente,
            com profissionalismo
          às 09h00 de hoje, o médico competente
           me deu alta o disse, não tem nada partido!

terça-feira, 12 de agosto de 2014

"FLOR DE PAZ"

(IMAGEM GOOGLE)
O poder da imaginação!
se fosses, navegável, rio
eu seria a embarcação
o marinheiro com frio
agasalhado no porão.

  Se tu fosses o avião,
quem seria o piloto
por ti ele está louco
 seria o meu coração.

Se fosses tu a panela,
lá dentro estaria o frango
o cozinheiro um palerma
sozinho a dançar o tango.

 Se tu fosses uma fera,
sem medo te enfrentava
nas loucuras de quimera
com carinho te beijava.

Na imaginação, meu amor,
para te podar, teu jardineiro
 a clorofila te dará a verde cor 
porque eu cheguei primeiro
 serás sempre a minha flor.

 Perfumada, serás capaz,
tu, linda flor de primavera
 porque lutas contra a guerra,
 no mundo, a favor da paz!
((Eduardo Maria Nunes)

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

"A PENSAR EM TI"

(IMAGEM GOOGLE)
Aquece-me com o teu calor!
satisfaz todos os teus desejos
inunda os meus lábios de doce sabor
 com saliva dos teus doces beijos.

 Os teus abraços, de amor perfeito,
amar desse jeito, verdadeira loucura
sinto quando me abraças com ternura
o calor dos teus seios no meu peito.

 Não deixa lágrimas de dor,
dos teus olhos caírem no chão
nem com falsas pressas de amor
alguém magoar o teu coração.

Quando os teus lindos olhos vi,
Por eles se apaixonou o meu coração
porque existes na minha imaginação
sempre viverei a pensar em ti!
(Eduardo Maria Nunes)

sábado, 9 de agosto de 2014

"POETISA APAIXONADA"

(PATRÍCIA PINNA)

Clique>>>Redescobrindo a Alma

Apaixonados, os lerem!
outros olhos pelos dela
em livros foram editados
poemas de amor com ela
apaixonantes se escreveram
antes de terem caído no chão
transformadas em tinta perfumada
pelas faces lágrimas de emoção
dos seus lindos olhos correram.
Em silêncio a noite dormia,
calmamente, de madrugada
um gemido se ouviu
a saudade abraçou a alegria
de felicidade ela sorriu
 a poetisa apaixonada!
(Eduardo Maria Nunes)

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

"SEM TORCIDA, UMA CANDEIA"

Com a sola dos pés dorida!
por pisar nas pedras aguçadas
pelas estradas, da vida, empoeiradas
no silêncio da noite adormecida.

Sobre as pedras da calçada calcorreando,
numa rua junta a uma velha casinha na aldeia
 da qual, a chaminé, já não fumega fumo branco
em cima duma mesa, sem torcida uma candeia
e um velho pote sem azeite a um canto.

Um tenaz e uma trempe,
uma enxerga e um velho catre
tristeza nela tanta se sente
 lenha na lareira já não arde.

Porque foi embora a alegria,
deixou lá no silêncio a tristeza
como dantes muita mais havia
agora não haverá lá tanta pobreza
mas todavia, abandonada sem alegria
continua a humilde casinha portuguesa!
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

"PÉTALAS PERFUMADAS"

(IMAGEM GOOGLE)
Entre a espada e a parede!
sem poder saltar da janela
antes que o pior acontecesse
atirei-me para os braços dela.

 por instinto me livrei da espada,
 nua, deitada na cama estava ela
 tão bela, por amor apaixonada.

De loucura arejadas,
com prazer e louco amor
tem pétalas perfumadas
a mulher é uma flor.

No momento da loucura,
só não chega um pedacinho
desejará mais porventura
ser abraçada com ternura
e beijada com carinho!
(Eduardo Maria Nunes)

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

"DUAS PENAS"

O poeta escrevia um poema,
 no céu um passarinho voava
das asas deixou cair uma pena
quando o poeta para ele olhava,

Do chão, o poeta apanhou a pena,
outro poema com ela escreveu
com imaginação deu-lhe o tema
o passarinho uma pena perdeu.

Imaginava o poeta,
outros passarinhos a voar
anunciando a primavera
ouviu o cuco cantar.

interrompeu o poeta,
entoando na sua imaginação
enquanto o poeta escutava
outra pena caiu no chão!

Com as duas penas o poeta,
 muitos poemas de amor escreveu
 só tinha papel e tinha, não tinha caneta
 com as penas que o passarinho perdeu!
(Eduardo Maria Nunes)

domingo, 3 de agosto de 2014

"CEIA E CAMINHA" (SEIA E CAMINHA, URBES DE PORTUGAL)

(o pastor e as ovelhas)
(um pão alentejano)
(um corno com azeitonas)
Lá no campo o moço guardava as ovelhas!...
 na descampada planície alentejana, num dia à tarde
 na cabeça usava uma boina, com ela tapava as orelhas
para as proteger, da chuva, do frio e da humidade.

Numa mão levava o talego com azeitonas e pão,
só e apenas na outra sua mão o bordão levava
como jornaleiro, recebia pouco mais de um tostão 
tinha no casebre o catre sem enxerga e mais nada!

A trabalhar de barriga vazia,
sem ter almoço para comer.
Se é para todos o meio dia
o pobre nasceu para nada ter.

Bebia água pelo cocharro,
para o estômago enganar
deitado à sombra do chaparro
  pão e azeitonas p'ro jantar.

Teimava no chão não se sentar,
para não sujar as calças no traseiro
junto das ovelhas um dia inteiro
encostado no bordão a descansar.

 Porque eles não ignoram!...
sabem que do trigo se faz a farinha
depois de um dia de descanso, adoram
os alentejanos, Ceia e Caminha.

O trigo no campo ceifei,
não se vão zangar comigo
porque eu mentir não sei
as verdades sempre digo!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

"SORRIA"

(IMAGEM GOOGLE)
Afaste a tristeza, sorria!
o mês de Agosto, já chegou
música, bailarico e alegria
até o sol no céu bailou?

Qualquer onda do mar!
bate na areia e desmaia
está bom vá para a praia
o seu corpinho bronzear.

 Felicidade, amor e paixão...
tenha um magnifico fim de semana
seja, feliz, na tenda ou na cabana
no paraíso da sua imaginação!
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

"MULHER APAIXONADA"

(IMAGEM GOOGLE)
Sentia fortes batidas do coração!
afetos transbordando de emoções
ouvia lá longe a mais linda canção
no entoar das inúmeras vibrações.

Saciava o desejo do calor ardente,
no corpo despido na cama deitada
os desejos a assaltavam de repente
satisfazendo-os como ela desejava.

 Por ela apaixonados corações,
felicidade da mulher apaixonada
de tão fortes sentidas emoções
com amor e  carinho abraçada.

Quero ver os teus olhos sem lágrimas,
abraça-me com muito amor e carinho
dizia ela com doces e meigas palavras
nos meus lábios, teu sentir um beijinho

Deitava-se com os desejos da vontade!
adormecia nas profundezas da imaginação
acordava com as recordações da saudade
mergulhada nos sonhos da paixão!
(Eduardo Maria Nunes)

domingo, 27 de julho de 2014

"LÁGRIMAS DE SAUDADE"

(IMAGEM GOOGLE)
Nascem sem serem semeadas!
as sementes contra a natureza
de alegria, emoção ou de tristeza
dos olhos nascem as lágrimas.

Foste na terra sepultada,
o meu coração ficou triste
minha mãe, minha amada
flor minha que partiste

Para mim antes sorriste,
partiste sem me dizeres adeus
fiquei com a saudade que existe
do amor e dos carinhos teus.

por ti os meus olhos tanto choram,
porque junto de mim nunca mais te vi
quando os teus olhos se fecharam
como dantes nunca mais sorri.

 Porque partiste sem mim,
 minha mãe, me deixaste tão triste
 continuas a ser a mais linda flor, sim
  para mim outra igual a ti, não existe!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 25 de julho de 2014

"COM JEITINHO"

(IMAGEM GOOGLE)
Nem sempre tudo contenta!
mais leve do que o chumbo
sinto-me pesado como uma pena
em sonhos a voar pelo mundo!

Não sendo desprezador!
numa verde planta florida
encontrei uma linda flor
de brancas pétalas vestida.

Apanhei-as com jeitinho,
com as mãos, de uma a uma
sem desprezo por nenhuma
todas trato com carinho.
(Eduardo Maria Nunes)

domingo, 20 de julho de 2014

"APAIXONADA"

(IMAGEM GOOGLE)
Rua abaixo, rua acima,
feliz, vivia na sua aldeia
 uma, apaixonada, menina
de noite à luz da candeia
versos de amor escrevia.

Apaixonada pela poesia,
vivia, num lugar encantador
televisão, ainda, não havia
ouvia romances de amor
na rádio telefonia...
Até sempre, sorrindo,
ela disse adeus à sua aldeia
 e foi atrás de um sonho lindo!
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 16 de julho de 2014

"COCHARRO"

Terão voado, no vento!
 desperdiçados desejos 
alegria contentamento
 com abraços e beijos.

  Ficou a saudade...
misturada com a tristeza
com ela deixou a amizade
a simpatia e a beleza.

Lutadora contra a pobreza,
acariciada com amor ternura
nascida de amorosa aventura
 orgulho da mulher camponesa.

 Um carrasco inimigo do povo,
 disparou uma bala contra Catarina,
 em vez de um abraço e um beijo
 jovem, filha de semente genuína
  natural de Baleizão, Baixo Alentejo!

 Dos seus olhos lágrimas caídas,
quando bebia água pelo cocharro
misturadas com o sangue das feridas
do corpo de Catarina na terra derramado.
(Eduardo Maria Nunes)

domingo, 13 de julho de 2014

"MIXÓRDIAS"

Quem semeia nem sempre colhe!
quem colhe são os outros
os pobres trabalham com fome
 para os ricos encherem os bolsos.

 Ao contrário,  não digam não,
porque é sim essa a realidade
para que não lhe tirem o pão
 o povo luta contra a precariedade.

 dizer, ouvi o Paulo das mixórdias!
se o CDS/PP, tivesse sido governo
antes da crise, no tempo das vacas gordas
para povo mais doloroso teria sido o inferno
 nem do azeite nos teriam deixado as borras
o que é que ele terá feito no tempo do Barroso
na compra dos submarinos e outras batotas
 a quem ele ainda pensará enfiar o gorro?
(Eduardo Maria Nunes)

quinta-feira, 10 de julho de 2014

"LEMBRANÇA"

Quantas letras escrevi,
não sei, para a moça bela
apaixonei-me quando vi
os lindos olhos dela!

Não era não tagarela,
era sim muito jeitosa
beijei os lábios dela
tão meiga carinhosa.

Assim tão de repente,
não esperava, talvez,
foi bom ficar contente
que aconteça outra vez.

   Não vestida, em pelote, 
 encontrei nela amizade
  o desejo foi mais forte 
 não resisti à vontade.

Guardo com saudade,
no coração a lembrança
adormeci com a esperança
acordei com a felicidade!
(Eduardo Maria Nunes)

terça-feira, 8 de julho de 2014

"ANTES E DEPOIS"

Antes do 25 de Abril de 1974, dois compadris, alentejanos, estavam falando. Um deles tinha dois burros, dizia ele para o outro compadri, que não tinha nenhum burro. Aqui em Portugal, quem tem dois pães deveria dar um a quem não tem nenhum. O compadri que não tinha nenhum burro, não se esqueceu das suas palavras.  Depois do 25 de Abril foi ter com o compadri, vomecê lembraste compadri daquela nossa conversa antes do 25 de Abril, em que vomecê dizia quem tivesse dois pães deveria dar um a quem não tem tivesse nenhum.Sim compadri, atã nã havera de tar lembrado disso. Atã assim sendo vomecê tem dois burros pode dar um aqui ao seu compadri que não tem nenhum. Compadri fali disso mas era com os pães, não com os burros|
Dois angolanos falavam da democracia assim: Sabes ós patrício o que é a democracia. Responde o outro, ós patrício, a democracia é: Os preto comer na mesa com os branco, tomar banho na banheira com os branco. Pergunta o outro, ós patrício já aconteceu contigo, comigo não, aconteceu com os meu mulher!...

segunda-feira, 7 de julho de 2014

"SEXO APÓS A MORTE"

SEXO APÓS A MORTE?

Um casal fez um acordo: se existisse reencarnação, o primeiro a morrer
informaria o outro como era.
O marido morreu  primeiro; contactou depois a mulher e lhe contou a
sua nova vida:
Meu bem... levanto-me cedo e faço sexo.
Tomo o café da manhã e vou para o campo de golfe.
Faço mais sexo, apanho sol e faço sexo, mais algumas vezes.
Depois almoço, como muitos legumes e verduras, mais sexo...
Antes de jantar volto ao campo de golfe e faço mais sexo, até anoitecer.
Depois durmo, muito bem, para recuperar, e no dia seguinte recomeça tudo igual.
A mulher pergunta:
"Você está no Paraíso?"
"Não, já reencarnei... agora, sou um coelho, numa herdade do Alentejo"...
Há valente alentejano 

sábado, 5 de julho de 2014

"SARJETAS"

 Pelo país em digressão!
 andam, para povo a pregar
 quem é que eles pensarão
 com mentiras enganar.

 Digam eles o que disserem,
com ou menos boas intenções
não sabem bem o que querem
 deitam fora da boca palavrões.

Nem todos ainda saberão,
quanto custou a liberdade
fora, não dentro do caixão
pois, lá só cabe humildade!

 Causou enorme inundação!
 São Pedro abriu as torneiras
 aconteceu na vila do Pinhão
nas ruas todas as sarjetas
 a tanta água não deram vazão.

Já terá corrido para o Rio Douro,
a estas horas correrá em alto mar
terão eles escamoteado todo o ouro
só latão os pobres não contentar!
(Eduardo Maria Nunes)

quinta-feira, 3 de julho de 2014

"ROSAS EM BOTÃO"

(IMAGEM GOOGLE)
Não escondas a tua beleza!
naquelas noites escurecidas
ainda te lembras com certeza
não fiques tão triste a chorar
pelas lágrimas dos olhos caídas
vem depressa vamos brincar
aquele jogo das escondidas.

 Faz favor de as receber,
o que há de bom na natureza
vem depressa vamos colher
disso eu tenho a certeza
 não te irás arrepender!

Nascidas verdes roseiras,
sejam guardadas no coração
nossas amizades verdadeiras
perfumadas rosas em botão.

 Numa tão louca aventura,
com amor para vida a inteira
forno quente para a cozedura
arde o tronco na lareira!
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 2 de julho de 2014

"DANADA. . .CONTENTA"

Não, somente!
quando satisfeita
feliz, fica contente,
não é da soalheira
quando o calor sente
de prazer espingardar
para sua própria defesa,
na vida o seu bem estar
com o cartucho na culatra
se, satisfeita não reclama
ao puxar no gatilho, dispara,
depois de uma bela aventura
de prazer, deitada na cama
 meiga, não rabugenta, nua
não é vitor sarasqueta
quando assanhada,
danada, contenta
beiçuda amuada,
não é não, a caneta
nem a folha amarrotada
também não é a baioneta
gostará sim da marmelada
nasceu da semente, eita,
não na terra semeada.
(Eduardo Maria Nunes)

segunda-feira, 30 de junho de 2014

"DE ALEGRIA TAMBÉM SE CHORA"

Carinho, amor e paixão!
vida feliz sem amarguras
com as loucas aventuras
 voando na imaginação...

Aqui na terra vou andando,
sem ter pressa de ir embora
a escrever estou pensando
de alegria também se chora.

 Quantas léguas já percorri,
agora, não estou lembrando
não sei se foi a sorrir que nasci
 ou se nasci de dor chorando.

Posso ver o sol durante o dia,
se o céu não estiver nublado
nos lábios um beijo desejado
será sim recebido com alegria.

 Também não estou a sonhar,
 será que alguma vez aconteceu
 alguém sem ter asas poder voar
 de noite a olhar para o céu
 vejo as estrelas a brilhar!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 27 de junho de 2014

"CAUSA PERDIDA"

Está um podre pêro!
apodrecendo em Portugal
fora daqui com esse esterco
viva o São Pedro e o pardal.

Uma desilusão total,
mas tudo passa na vida
ficaram muito longe da final
sem cura, causa perdida.

Não têm de que se queixar,
tudo tiveram para seguir em frente
por que o não souberam aproveitar
 para isso fizeram nada, somente!
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 25 de junho de 2014

"PALAVRAS SOLTAS NO VENTO"

MOTE
O engenheiro do penta
é o único que se aguenta!

Tintinaine escreveu o mote!
nas ondas do Lago Niassa a todo o vapor
ex-fuzileiro, comandante do bote,
 de Metangula a Cobué, navegador.

Fernando Santos, sabe seleccionar!
português, treinador da selecção grega
rumo aos oitavos de final a navegar
para que amanhã aconteça
 um milagre, vamos todos rezar,
irmãos, pela Selecção Portuguesa.

Queremos alegria não tristeza!
faz qualquer coisa, Sr. Paulo Bento,
 ao melhor do mundo, diz com certeza
que não deite frases soltas no vento
que mande cinco framboesas
baliza do Gana dentro!

Tudo pode acontecer!
difícil sim, impossível não é
porque é a última a morrer
ainda tenha esperança e fé.

Grande coisa não ficou!
mas, é melhor do que nada
a pensar na Vitória estou
ela, nua na cama deitada!
(Eduardo Maria Nunes)

segunda-feira, 23 de junho de 2014

"COMODISMO"

De tão arraigados, estão, ao comodismo!
dá impressão que se esqueceram da felicidade
dependendo, pertinazmente, do individualismo
poderá, até, ser drama da moderna sociedade.

A união faz a força, o trabalho produz riqueza,
enquanto aqui houver tanta desigualdade
nesta sociedade mais aumenta a pobreza
seja qual for o pais, onde não houver unidade
sem prosperidade, desenvolverá a incerteza.

Falo assim porque conheço a realidade,
caso contrário estaria a falar do imaginativo
porque o digo sim com toda a sinceridade
repor a justiça social neste país é preciso!
(Eduardo Maria Nunes)

sábado, 21 de junho de 2014

"PAPOILAS VERMELHAS"

(IMAGEM GOOGLE)
Correndo junto à ribeira!
no Alentejo,  um gaiato
descalço na brincadeira
atirava pedras no charco.

Na vida encontrou o mote!
 depois duma triste despedida
 filho de uma mulher sem sorte
  muito jovem perdeu a vida.

Pausada nas feridas da dor!
nascida da perfeita natureza
encontrada nas pétalas da flor
não voou no vento a tristeza.

Sem regresso custam tanto!
 nas verdes paisagens floridas
papoilas vermelhas no campo
 tão tristes são as despedidas.

O mundo filosofando!
quase ninguém o quer ouvir
tanta gente de dor chorando
sem vontade de sorrir...
(Eduardo Maria Nunes)

quinta-feira, 19 de junho de 2014

"VÂNDALOS"

No pomar as laranjeiras!
tudo em seu devido lugar
não batam mais com a porta
parem de parir mais asneiras
não puxarão mais a corda
quando alguém acordar.

Nem nunca nem agora!
deixem voar em liberdade
todas as rolas fora da gaiola
não as depenem por favor
governem com humildade
não causem mais terror.

 Depois das medidas goradas,
só o que têm feito é besteiras
elas estão lá para serem pisadas
 passo sempre nas passadeiras.

Só compreendem as decisões,
as que são a seu favor com certeza
arraigados heróis das contradições
 vândalos da Nação Portuguesa!

Mais um corte na pensão,
pelos causadores da pobreza
este mês menos 14.59 €uros, são
boa gente não são de certeza!
(Eduardo Maria Nunes)

terça-feira, 17 de junho de 2014

"O RESULTADO ESTÁ À VISTA"

Zona verde do Parque Expo, quando gerido pelo sector público era assim.
Agora gerido pelo sector privado está assim.
Afinal quem é que zela mais pelo bem estar das populações?
Os privados só pensam nos lucros. Os actuais vendedores da nação metem nojo! 

domingo, 15 de junho de 2014

"RIO ABAIXO"

Lá do ponto mais alto!
entre margens de verdura
corre a água doce rio abaixo
à salgada no mar se mistura.

 Corta-se o trigo com a foice,
 o martelo bate na cabeça prego
os fenos guardam-se no palheiro
a mula na parede deu um coice
o vento abanou o marmeleiro
no chão caiu um marmelo.

Com ele fez marmelada!
no chão, caída de uma flor
pisou a pétala perfumada
andava à procura do amor,
no jardim, moça apaixonada.
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 11 de junho de 2014

"SEM BATOTA"

O homem venceu!
a mulher sorriu
a terra estremeceu
o mundo não ruiu.

O vento zumbiu!
uma estrela brilhou
a planta verde floriu
a borboleta voou.

A vida é mesmo bela,
para ser bem vivida
a moça abriu a janela
 para entrar a brisa.

No céu já brilha o sol,
são horas de se levantar
de casa às costas o caracol
corre, corre sem parar.

Vamos todos apoiar,
a nossa selecção, na copa
vai jogar bem para ganhar
a taça sem fazer batota!
(Eduardo Maria Nunes)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

"É SIM SENHORI"

O Alentejo é um deserto?
compadri, é sim se senhori
passa por o mais esperto
o mais,  burro e o doutori
todos pelo caminho certo
vão do norte para o Algarve
atrelados levam na roulote
da mais, a mais bela arte
de Euros levam um fartote
as suas férias para lá vão gozar
 desde Vila Real de Santo António
até Sagres, há mar e mar, há ir e voltar
há festa, baile e música de harmónio
Monte Gordo, Manta Rota e Tavira
Quarteira,  Vila Moura, vida especial
depois Monte Choro, Albufeira
 Lagos, Portimão Lagoa e Parchal
 lá próximo, Armação de Pêra!
(Eduardo Maria Nunes)

domingo, 8 de junho de 2014

"POR QUE NÃO ENTENDE"

Quem não tem coração não sente!
a mais correcta tomada decisão
é por que não quer ou não entende
 aquele que protesta sem ter razão.

Muito antes do sol nascer,
da cama se levantou a sonambular
sonhando alto voar, sem asas ter
 não o viu, tropeçou num alguidar
   com a cabeça no chão foi bater.

  Fez um galo na cabeça,
 não se farta  de cantar
 as galinhas na capoeira
   todas elas quer galar.

  Nas pétalas duma flor,
pousado estaria o zangão
no teatro o ensaiador
também a abelha mestra
em frente da orquestra
com a batuta na mão.

No mundo da ilusão,
sem ter asas querer voar
só se for na imaginação
ou então a sonhar!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 6 de junho de 2014

"DE BALIZÃO PARA BEJA"

Com ou sem chuva.
bom fim de semana
numa louca aventura
dentro duma cabana!

Leiam esta história por mim contada,
tenha sido ela sim ou não verdadeira
na estrada da imaginação foi encontrada
 de Baleizão para Beja, não para a Vidigueira.

Em Baleizão, mãe e filha viviam numa, modesta, casinha com o seu burrinho. A moça cresceu, a coisa dela começou a aquecer, com seu dela namorado deu uma cambalhota e engravidou.  Com dores de barriga se queixou a sua mãe. Dizendo ai! mãe tenho tantas dores de barriga. Sua mãe desconhecendo o anterior acontecido, disse: está bem minha filha, despe o teu vestidinho de chita, o único que ela tinha, que é para a mãe o lavar. Depois vamos a Beja, ao senhor, era doutor, mas a mãe da moça pronunciava doutora Covas Lima e quero que vás muito grave. Assim foi, montaram-se as duas no burrinho e lá foram elas de Baleizão para Beja. O consultório ficava situado no jardim do Bacalhau, em Beja. "Também eu conheci o senhor doutor Covas Lima". Até aí tudo bem, o pior aconteceu depois do senhor doutor ter consultado a moça. Cujo o diagnóstico acusou gravidez. Disse: o doutor para a mãe da moça, a tua filha está grávida, ai! senhor doutora, não diga isso a minha filha só  tem esse vestidinho. Ela percebeu que a filha estava grave e não grávida. A palavra grave no Alentejo,  quer dizer  uma pessoa bem vestida. Como ela não tinha percebido antes, o doutor virou-se para ela e disse: a tua filha não está grávida, está prenha. Ah! magana dum cabrão para cá viestes a cavalo para lá hás-de ir a peia!
(Eduardo Maria Nunes)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

"O PAI E O FILHO"

O pai e o filho lá no monte. Uma casa no Alentejo, diz-se um monte!
De  manhã o pai chamou ó! filho estás acordado ou estás a dormir, levanta-te está na hora. Perguntou o filho para o que é meu pai. Respondeu o pai é para ires trabalhar meu filho. Respondeu o filho, meu pai ainda estou a dormir.
No segundo dia a sena repete-se.  O pai,  ó! filho estás acordado ou estás a dormir, levanta-te está na hora. Perguntou o filho para o é meu pai. Respondeu o pai é para vires comer meu filho, está também meu pai estou acordado vou já a correr.
No terceiro dia o pai, ó! filho acorda. Respondeu o filho, está pendurada atrás da porta!

terça-feira, 3 de junho de 2014

"POEMA. . .BEIJO AMIGO"

Voando, saiu pelo postigo!
nas asas da imaginação, o beijo amigo
numa folha de manjerico embrulhado
para ser recebido, quente e não frio
 nos lábios de, por quem é desejado.
Nas pentagramas da partitura,
viajando de boca em boca
acolhido com amor e ternura
foi o beijo amigo encontrado
 numa louca e divertida aventura.
 Caído junto das lágrimas, estafado,
dos olhos molhadas caídas no chão
na terra, onde nasceu uma roseira 
 cor verde-esperança, floriu linda rosa
colhida e colocada junto do coração
no peito duma, apaixonada, moça!
(Eduardo Maria Nunes)

domingo, 1 de junho de 2014

"UMA PENA NO AR"

A rã lá no charco!
estava ela a coaxar
espreitava o lagarto
 no céu, o sol a brilhar.

O caracol desvairado,
com medo de morrer
a correr tão apressado
 na casota se foi meter.

Sem o poder salvar,
do bichano mariola
dentro da gaiola
o papagaio a gritar.

Estava o passarinho,
pousado num tanganho
tanto tremia coitadinho
com medo do bichano.

Ainda, não sabia voar,
tinha medo de cair no chão
era muita a confusão
se ouvia o cão ladrar.

A mãe passarinha,
chegou para o salvar
o meteu na toquinha
 até ele aprender a voar
das asas se desprendeu
no vento desapareceu
uma pena no ar!
(Eduardo Maria Nunes)

sexta-feira, 30 de maio de 2014

"MAR, PERFUME E FLORES"

Capital da Ilha do Faial.
Cidade da Horta-Açores
fim de semana especial
com perfume e flores!

Loucamente, ser beijada,
com carinho e muito amor
a mulher é como uma flor
não deve ser amachucada.

Calorosamente, abraçada,
para sentir no corpo o calor
  bela, sempre bem perfumada
 do mundo a mais linda flor.

com o perfume das flores,
bem podadas, bem regadas
sejam felizes com os amores
na vida não lhes falte nada.

Quase não ouvi cantar o Papagaio,
nesta primavera friorenta e mijona
dizemos pois adeus ao mês de Maio
 para amigas/os bom fim de semana.
(Eduardo Maria Nunes)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

"ROSA VERMELHA"

Não está não a prosa!
perdida no meio da poesia
vermelha esta linda rosa
perfumada de alegria.

A olhar para o Rio Tejo,
 aqui da Póvoa de Santa Iria
com saudades do Alentejo
 água fresca da fonte bebia.

Não importa se é desértico,
é mais plano do que o norte
fico contente quando o vejo
 de chaparros tem um fartote.

No passado terra de Mouros!
outros povos por lá passaram
ainda lá estão os alentejanos
aqueles que não emigraram.

Ainda vivem no Baixo Alentejo, 
lá no sítio das Fornalhas Velhas
dizem más línguas que é um deserto
quando sentem o colar nas orelhas.

Do norte, vão para o Algarve,
 lá passar umas belíssimas férias
atravessam o deserto da saudade
com piadinhas e outras lerias.

Perus, galos, galinhas e patos,
no inverno haviam pardelhas
na água que corria nos regatos
 porcos, mulas, cabras e ovelhas
 descalços brincavam os gaiatos!

O que já vi não esquece!..
não me canso de escrever
dizer, cada vez mais me apetece
basta, não nos façam mais sofrer!
(Eduardo Maria Nunes)