terça-feira, 13 de setembro de 2016

"DIGA SE SOUBER"

Uma meia, meia feita,
outra meia, por fazer
diga lá, você, se souber
quantas meias vêm a ser?

Rios de prata pinta a lua,
de azul o céu pinta o mar
fita de coiro é apero
para os cornos amarrar
 dos bois ou das vacas à canga,
também conhecida por piarça
na província alentejana.
Gorjeta é milhadura
mas, não dada de graça
terra mole é atasquero,
monte de feno é frascáli
cesto é cabanejo
deitar fora é aventári
horta é hortejo
ir embora é abalari
por acaso é por adredo.
Quem com algo na vida se ilude
 sem tão pouco ser desprezo
 não se afoita quem tem cagufe!
(Edumanes)

6 comentários:

  1. Hoje estás mesmo alentejano dos pés à cabeça. E não digo mais nada, pois estão sendo horas d'abalari!

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  2. Interessante esta história das meias, gostei.
    Um abraço amigo Eduardo.

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  3. Boa tarde, Belo poema de meias, sobre a as meias, penso que é um par.
    resto de boa semana,
    AG

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    1. É só metade duma meia. Pois,... alentejanices.

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  4. É compadri, diga vossemecê, ê cá nã sê!
    Só sê que lhe vô mandari mais um abraço.

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  5. Achei este teu post genial. Porque a partir de uma adivinha, conseguiste introduzir o léxico alentejano muito a propósito. Parabéns pela inspiração.
    Um abraço, caro amigo Edumanes.

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